Violência contra a mulher começa no silêncio. Pensando em estimular a reflexão sobre a importância de quebrar este silêncio e encorajar as mulheres a terem autoestima, posicionamento e percepção sobre a prevenção, a Ouvidoria da Mulher do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) realizou um encontro virtual, nesta sexta-feira (13.03).
Voltado para magistradas, servidoras, colaboradoras do TRE-MT e público interessado no tema, o encontro teve a participação de aproximadamente 100 pessoas e foi transmitido pelo canal do Tribunal no YouTube. Contou, ainda, com a interpretação de Libras.
Na abertura, a juíza-membro do TRE-MT e ouvidora da Mulher, Juliana Maria Paixão Araújo, reforçou que o combate à violência de gênero se faz de forma preventiva e com a efetivação de políticas públicas. “A violência contra a mulher precisa de políticas públicas contundentes para que o combate seja efetivo. Mas, também precisamos promover reflexões sobre o assunto e agir de forma preventiva. Por isso convidamos a dra. Katia Vanessa, que possui vasta experiência e trabalha com a neurociência”, ressaltou.
Kátia Vanessa Sousa é treinadora comportamental e mentora de mulheres. Ela começou explanação elogiando a iniciativa do TRE-MT. “É muito importante a consciência de quem está em cargo de liderança, como é o caso da Dra. Juliana, com relação à responsabilidade de trazer essas informações”. A partir da própria história, ela abordou perspectivas e realidades de muitas mulheres, o que suscitou questionamentos entre as participantes. “Minha mãe foi a primeira a fazer uma faculdade, mas trabalhava muito e descansava pouco. Por muito tempo da minha vida acreditei que este era o ciclo correto. Que tipo de mulher você aprendeu a ser?”, provocou a palestrante.
A mentora também falou sobre a importância de não se anular dentro de uma relação e de quebrar padrões que, às vezes, podem contribuir para que a mulher fique presa a um ciclo de violência. “Dentro da neurociência, tudo o que se diz conta muito. Então, precisamos olhar para nós mesmas e tentar compreender o que precisamos mudar, a partir disso já dizer que estamos mudando. Devemos nos conhecer para evitar a repetição de padrões que não nos fazem bem”, acrescentou Kátia Vanessa.
Durante o encontro, foram discutidos aspectos comportamentais e sociais que podem contribuir para a identificação de situações de violência e para o fortalecimento da autonomia e do protagonismo feminino. A proposta é estimular a reflexão e incentivar atitudes que ajudem a romper o ciclo de silêncio que muitas vezes envolve casos de violência contra a mulher.
A servidora do TRE-MT, Sheila Lopes de Amorim Donadon, enalteceu a abordagem da mentora. “Com muita autoridade, a palestrante ensinou sobre neurociência e emoções. Ao abordar temas densos com acolhimento, ela quebrou as barreiras do desconforto, permitindo que todos os presentes interagissem, de forma aberta, com questionamentos relevantes. Fomos provocados a olhar para trás, sobre como reproduzimos comportamentos geracionais, muitas vezes de forma inconsciente. Fomos convidados a sair da passividade e assumir o protagonismo de nossas histórias. A palestra nos trouxe uma nova perspectiva, por nos lembrar que a mudança começa na consciência e se consolida na ação”, avaliou.
Conscientização
Homens também participaram do evento, demonstrando empatia e conscientização sobre o papel masculino no combate à violência contra a mulher. O servidor do TRE-MT, Jorge Kimura, que estava entre eles, disse que a palestra foi muito interessante e inspiradora, por provocar a reflexão sobre a forma como encaramos a vida e os relacionamentos. “Além disso, foram apresentados exercícios práticos de relaxamento e de alívio de tensões que podem ser incorporados ao nosso cotidiano. Embora tenha sido direcionada principalmente às mulheres, foram abordados temas que dizem respeito a ambos os gêneros, como autoestima, a necessidade de se livrar de pesos desnecessários e a importância de identificar sinais de relacionamentos abusivos. A exposição também evidenciou como determinados comportamentos são perpetuados ao longo de gerações e a dificuldade que enfrentamos para nos desvencilhar desses padrões. Romper com tais hábitos exige um esforço significativo e um processo de reprogramação da mente — e até mesmo do corpo, incluindo nossa postura física — para superarmos a inércia que muitas vezes nos aprisiona e nos causa diversos prejuízos”.
Canais de denúncia
Se você está em situação de violência, pode denunciar pelo Disque 180 (Nacional). A Central de Atendimento à Mulher também está disponível pelo e‑mail central180@mulheres.gov.br ou pelo WhatsApp (61) 9 9610‑0180. Se houver risco imediato, a orientação é ligar para o 190 (Emergência da Polícia Militar). Em Cuiabá, o Plantão 24 horas de Atendimento à Mulher está localizado na Avenida Dante Martins de Oliveira, no bairro Planalto, anexo à estrutura da 2ª Delegacia de Polícia (região do Carumbé).
https://youtu.be/J0z-TQjcpEA?t=3
Por: Nara Assis – TRE-MT
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