O advogado Rodrigo da Costa Ribeiro foi detido nesta quarta-feira (3) durante a Operação Efatá da Polícia Civil, sendo identificado como o líder jurídico e conselheiro da maior facção criminosa de Mato Grosso. Essa informação foi registrada na decisão do juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, que converteu a prisão em flagrante de Rodrigo em prisão preventiva durante a audiência de custódia.
Segundo a Policia Civil de Mato Grosso, a prisão ocorreu após uma busca e apreensão em seu apartamento luxuoso no condomínio Brasil Beach, onde Rodrigo foi acusado de ser integrante de um grupo criminoso que movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Na operação, os policiais encontraram um arsenal contendo armas brancas, munições e simulacros. Ele foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Conforme a decisão judicial, a representação da medida cautelar indicou que o custodiado é considerado um líder jurídico-financeiro do Comando Vermelho, atuando diretamente na cobrança de dívidas e em movimentações financeiras significativas sem lastro fiscal, desempenhando funções de natureza “intelectual” e “financeira” dentro da organização criminosa.
Além disso, a decisão destacou que o advogado possui uma extensa ficha criminal, com registros de ameaças, injúria, difamação, assédio, violência doméstica e abandono de incapaz.
Diante desse contexto, o juiz citou o art. 310-A, § 3º, inciso IV, do Código de Processo Penal, que passou a prever que o fundado receio de reiteração delitiva, especialmente considerando outros inquéritos e ações penais em curso, é um critério objetivo para determinar a periculosidade do agente e a decretação da prisão preventiva.
A Operação Efatá
A Operação Efatá surgiu a partir de investigações iniciadas em 2022, relacionadas a um esquema de um grupo criminoso que movimentava altos valores através de empresas de fachada, contas em nome de laranjas e organizações vinculadas ao grupo.
A Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) indicou que os membros da organização e seus familiares movimentavam quantias significativas em contas pessoais sem comprovação de origem. O dinheiro era fracionado e transitava entre contas físicas e jurídicas para ocultar sua procedência ilícita.
Durante a operação, foram expedidas 148 ordens judiciais pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá. Nesta fase, 34 mandados de busca e apreensão, 40 medidas cautelares de prisão, além de 40 bloqueios de contas de pessoas físicas e 19 bloqueios de contas de empresas, totalizando até R$ 41,2 milhões, foram cumpridos, juntamente com o sequestro de imóveis e 15 veículos.
A operação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil, que reuniram evidências da estrutura financeira da facção. Desde o início das investigações em 2022, vários integrantes do grupo foram presos em flagrante por tráfico de drogas.
Redação JA com assessoria PJC/ Foto: reprodução
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