O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, declarou na quinta-feira (14) que não enxerga obstáculo político ou jurídico para que eleitores compreendam a relação entre o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), e Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master.
O comentário ocorre após a divulgação, pela imprensa nacional, de áudios atribuídos ao período de setembro de 2025, nos quais o pré-candidato solicita recursos para viabilizar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, Vorcaro teria contribuído com R$ 61 milhões para a produção de “Dark Horse”.
Ananias afirmou que, no entendimento do partido, o eleitorado mato-grossense—descrito como alinhado ao bolsonarismo—tenderá a aceitar as explicações apresentadas pela sigla e pelo presidenciável. Ele também ressaltou que o PL defende a realização de apurações formais por órgãos de fiscalização, mencionando a CPI.
De acordo com a versão divulgada pelo PL Nacional e por apoiadores do grupo, os valores atribuídos a Vorcaro seriam provenientes de recursos privados, o que, na avaliação do partido, afastaria a caracterização de irregularidades relacionadas a eventual utilização de dinheiro público. O dirigente acrescentou que, apesar de o contexto envolver controvérsias envolvendo o Banco Master e empresas ligadas, a intenção declarada do financiamento seria distinta de aportes governamentais.
Ainda assim, Ananias disse considerar “estranho” o arranjo envolvendo financiamento privado associado a uma figura que, segundo ele, passou a responder a denúncias relacionadas ao âmbito público.
Por fim, o dirigente regional do PL afirmou que Flávio Bolsonaro não deveria evitar esclarecimentos ao eleitorado. Ele mencionou entrevista concedida nesta sexta-feira (15), na qual o pré-candidato relatou que seu pai o orientou a falar “a verdade”. Ananias concluiu que uma liderança e pré-candidato não devem se furtar a explicações e que a defesa do nome, segundo a visão do partido, dependeria da inexistência de recursos públicos no contexto citado.
ALIADOS:
O deputado federal Fábio Garcia (União) sustentou que o senador Ciro Nogueira (PP) deve ser responsabilizado criminalmente caso as suspeitas investigadas pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master venham a ser confirmadas.
Segundo Fábio, Ciro é investigado por supostos crimes financeiros e por possível atuação em favor do banco no Congresso Nacional. Embora o PP faça parte de uma federação com o União Brasil nas eleições deste ano, o parlamentar afirmou que isso não implicaria “blindagem” diante de eventuais irregularidades.
“Quem cometeu crime no Brasil tem que pagar pelos seus crimes. Então, se for comprovado que o Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro cometeu crime, eles tem que pagar pelos crimes”, declarou.
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