104 mil hectares a mais de proteção no Pantanal! É isso que deve garantir a ampliação de duas unidades de conservação no bioma, anunciada durante a COP das Espécies Migratórias (COP-15), em Campo Grande (MS), neste domingo (22). Ao longo do processo de consultas e manifestações públicas, organizações da sociedade civil, a exemplo do Fórum Socioambiental de Mato Grosso (Formad) tiveram papel crucial na mobilização e defesa da ampliação das unidades. Com a medida anunciada, sobe para pouco mais de 5% o percentual de territórios sob proteção legal no Pantanal.
Rede composta por 35 organizações da sociedade civil, o Formad atuou na mobilização e apoio às ampliações. Além da presença de representantes de algumas de suas filiadas, como a Associação Fé e Vida, Associação Xaraiés, Instituto Gaia e a Rede de Comunidades Tradicionais Pantaneira, que contribuíram com as discussões e defesa da ampliação nas consultas públicas, o Fórum também somou esforços de comunicação à campanha de mobilização e articulação junto a outras entidades parceiras.
“Um dos eixos de atuação mais reconhecidos do Formad é a mobilização da sociedade civil e o enfrentamento aos grupos econômicos contrários à proteção socioambiental. Nas duas consultas públicas, tanto em Cáceres, quanto em Poconé, derrubamos com embasamento técnico e de quem está nos territórios, o discurso de que ampliar áreas protegidas traz prejuízos”, relembra o secretário executivo do Formad, Herman Oliveira.
Em setembro de 2025, uma carta de manifestação de apoio do Formad à proposta de ampliação da Estação Taiamã foi endereçada à Coordenação de Criação de Unidades de Conservação (COCUC) do Instituto Chico Mendes de Meio Ambiente (Icmbio). O documento fez parte da etapa consultiva do processo de ampliação de unidades, conduzido pelo órgão federal, e traz os pontos de destaque do projeto e a sua relevância para a proteção da biodiversidade no Pantanal, bioma com a menor concentração de áreas protegidas do país.
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A ampliação abrange territórios no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, na região de Poconé, com um aumento de 47,2 mil hectares, chegando a 183,1 mil hectares; e a Estação Ecológica de Taiamã, em Cáceres, que somará cerca de 57 mil hectares, passando de 11,5 mil hectares para 68,5 mil hectares. O anúncio foi feito em evento oficial que antecede a programação da COP-15. Em seu discurso, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva destacou a importância da mobilização de organizações em uma ampla rede de parceiros, formada por governos, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, comunidades tradicionais e diversos atores que atuam de forma articulada no território.
“Trata-se de uma medida construída com base em evidências técnicas, escuta qualificada e cooperação institucional consistente, que reforça a proteção de áreas essenciais para o pulso de inundação do Pantanal – fenômeno que sustenta sua biodiversidade, regula os ciclos ecológicos e garante a resiliência desse sistema único frente à mudança do clima”, disse.
Cerrado também ganha mais proteção
O anúncio da ampliação atinge também o bioma do Cerrado, que ganha uma nova UC, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais, abrangendo 40,8 mil hectares entre três cidades mineiras. De acordo com o governo federal, a nova UC tem como foco a proteção do Cerrado e das comunidades tradicionais que vivem nas áreas de chapadas e vazantes drenadas por córregos, além de reconhecer e fortalecer a presença das comunidades e integrar um importante mosaico de conservação no bioma.
Com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Por: Bruna Pinheiro / Foto: JoseMedeirosICMBIO.
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