Senador mato-grossense diz que não apoia modelo com obras concentradas no fim do contrato e anuncia mobilização para cobrar mudanças na ANTT
O senador Jayme Campos (União-MT) endureceu o discurso nesta terça-feira, 14, durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), ao criticar o prazo previsto para as obras de ampliação na BR-163/230, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). Ao se manifestar contra a proposta, ele anunciou uma intensa mobilização da bancada federal de Mato Grosso para pressionar por mudanças no cronograma e até mesmo convocação das partes para esclarecimentos junto a Comissão de Infraestrutura do Senado.
A audiência pública foi convocada para discutir a repactuação do contrato da Via Brasil em um dos principais corredores logísticos do país. Segundo a ANTT, a proposta em debate abrange 1.009 quilômetros de extensão, com previsão de R$ 10,4 bilhões em investimentos, R$ 4,7 bilhões em custos operacionais e contribuições públicas abertas até 22 de abril.
“Não é isso que nós queremos lá, não. Nós não queremos transformar isso aqui também na mesma coisa que foi a Rota do Oeste lá atrás: um verdadeiro caça-níquel, que prejudicou o povo de Mato Grosso por muitos anos e que, lamentavelmente, só começou a avançar quando o governo do Estado assumiu para que a obra, de fato, fosse realizada” – frisou Campos.
A proposta apresentada na audiência prevê, entre outras intervenções, duplicação de aproximadamente 246 quilômetros, implantação de 393 quilômetros de novas vias e faixas adicionais, 30 quilômetros de vias laterais, além de melhorias em interseções, retornos, passarelas e pontos de ônibus. Na avaliação do senador, no entanto, o problema não está apenas no volume de investimentos, mas principalmente na velocidade de entrega e na prioridade adotada para os segmentos com maior registro de acidentes.
No centro da reação de Jayme Campos está o tempo previsto para a execução das obras mais pesadas. Ao afirmar que “não pode concordar” com o modelo apresentado, o senador atacou especialmente a perspectiva de levar até nove anos para concluir a duplicação de cerca de 246 quilômetros, classificando a lógica como uma “inversão de prioridade”, sobretudo porque os trechos mais críticos em acidentes, entre Guarantã do Norte, Matupá e Peixoto de Azevedo, ficariam para as etapas finais.
“Imaginem: nove anos para fazer 246 quilômetros de asfalto e duplicação. Isso não tem o meu apoio. Aqui, já quero manifestar o meu voto contrário” – disse o senador. Ele reforçou a crítica ao cronograma: “Não é possível aceitar nove anos, não”. Segundo Jayme, deixar viadutos e intervenções estruturais para o fim do prazo significa prolongar o risco para motoristas e transportadores que dependem diariamente da rodovia.
Jayme Campos disse que não está satisfeito com o desenho atual do projeto e defendeu uma reformulação que atenda melhor os interesses de Mato Grosso. Para ele, uma rodovia estratégica para o escoamento da produção e para a circulação de milhares de pessoas não pode ter as obras mais urgentes empurradas para o nono ano de execução. O objetivo, segundo ele, é cobrar esclarecimentos técnicos e pressionar por uma revisão da ordem de execução das obras para antecipar os trechos considerados mais perigosos.
Estiveram presentes na audiência o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Diego Guimarães, o prefeito de Matupá Bruno Mena e vereadores do município, além de diversas lideranças da região.
Redação JA / Foto: reprodução
-
-
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online