Nesta quinta-feira (5/3), a presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Rita Cortez, aderiu ao manifesto divulgado pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em defesa da liberdade de imprensa e em repúdio ao plano criminoso do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, revelado pela Polícia Federal, contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. “Quando o poder econômico se sente no direito de encomendar atentados contra quem exerce a função crítica de informar, a própria democracia está sob ameaça”, ressalta o posicionamento da ABI.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, nesta terça-feira (4/3), haver indícios de que o banqueiro determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” Lauro Jardim. Ao aderir ao posicionamento da ABI, Rita Cortez reforça a crença institucional de que a liberdade de expressão e o livre exercício profissional são pilares inegociáveis, como postula a ABI. O manifesto destaca que não serão tolerados que “métodos de milícia ou de organizações criminosas sejam utilizados para intimidar a imprensa brasileira” e aponta a necessidade de punir todos os responsáveis pelo plano nefasto.
Confira o manifesto na íntegra:
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) vem a público manifestar seu mais profundo e veemente repúdio às estarrecedoras revelações trazidas pela Polícia Federal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da “Operação Compliance Zero”. Segundo as investigações, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, planejou um ataque físico covarde e criminoso contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.
Os detalhes contidos no relatório da PF são de uma barbárie incompatível com o Estado Democrático de Direito. A intenção de simular um assalto para agredir o jornalista, com ordens explícitas de “quebrar todos os dentes” do profissional, revela um método de gangsterismo que tenta silenciar a imprensa por meio do terror e da violência física.
Este episódio não é apenas um ataque a um indivíduo, mas uma agressão brutal a toda a categoria dos jornalistas e ao direito da sociedade de ser informada. Quando o poder econômico se sente no direito de encomendar atentados contra quem exerce a função crítica de informar, a própria democracia está sob ameaça.
A ABI manifesta também seu apoio à atuação rigorosa do Poder Judiciário, e da Polícia Federal, cujas investigações impediram que essa atrocidade fosse consumada. Reafirmamos que a liberdade de expressão e o livre exercício profissional são pilares inegociáveis.
Não toleraremos que métodos de milícia ou de organizações criminosas sejam utilizados para intimidar a imprensa brasileira. A ABI acompanhará de perto os desdobramentos judiciais deste caso, exigindo que todos os responsáveis por este plano nefasto sejam punidos com o rigor máximo da lei.
Ao colega Lauro Jardim, manifestamos nossa total solidariedade e apoio irrestrito. A caneta não será calada pelo medo.
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