A Justiça decidiu que o Estado de Mato Grosso e a Prefeitura de Cuiabá devem pagar R$ 60 mil em reparação por danos morais e estéticos a uma mãe e seu filho, que foram feridos em um tiroteio ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá. O incidente aconteceu em fevereiro de 2018.
A sentença foi proferida pela juíza Laura Dorilêo Cândido, da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública da Capital, e foi divulgada nesta semana.
Nos registros do processo, consta que a mãe e seu filho, que na época tinha apenas seis meses, estavam na unidade de saúde buscando atendimento médico quando bandidos invadiram o local na tentativa de libertar um preso que estava sob custódia na UPA.
Durante a ação insana, o bebê foi atingido por tiros no abdômen, nas costas e na mão, enquanto a mãe levou tiros no braço e nas costas. O Estado contestou, solicitando a improcedência da ação, alegando responsabilidade exclusiva de terceiros. Por outro lado, o Município argumentou que não tinha legitimidade para responder ao processo, uma vez que os eventos se originaram de uma ação criminosa envolvendo agentes penitenciários de Mato Grosso e indivíduos armados, sem qualquer participação da administração municipal.
Em sua decisão, a juíza identificou falhas tanto do Estado quanto do Município em assegurar uma segurança mínima dentro da unidade de saúde. “O Estado tem a obrigação de assegurar segurança básica nesses ambientes, o que não aconteceu”, afirmou na sentença. “A presença de um preso sob custódia na UPA, sem uma segurança adequada, colocou em risco a integridade física de usuários inocentes, evidenciando uma omissão por parte do Estado”, acrescentou.
Para a juíza, a experiência vivida pela mãe e pelo filho foi “extremamente traumática”. “Estamos falando de uma mãe e seu filho de apenas seis meses que, ao procurarem atendimento médico, foram pegos de surpresa em meio a uma ação criminosa violenta dentro de uma unidade pública de saúde, sendo ambos atingidos por disparos”, escreveu. “A dor física, o medo, a sensação de impotência e o risco iminente de morte enfrentados pelos envolvidos são suficientes para estabelecer, de forma clara, um abalo psicológico e moral passível de compensação”, completou.
Dos R$ 60 mil, R$ 20 mil serão atribuídos a cada um dos autores a título de danos morais. O menor também receberá outros R$ 20 mil por danos estéticos, reconhecidos com base em uma avaliação pericial que confirmou cicatrizes permanentes na mão direita, que têm um impacto visual significativo.
Redação JA/ Foto: reprodução
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online