A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) aprovou, por unanimidade, uma situação crítica de escassez de água na Bacia do Paraguai, onde está localizado o Pantanal, um bioma que ocupa os estados brasileiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa medida foi adotada devido a um déficit chuvoso na região, que resultou em uma diminuição significativa da disponibilidade de água.
A declaração de escassez quantitativa dos recursos hídricos na região permite que sejam adotadas medidas de prevenção e mitigação dos possíveis impactos. As ações de contingência podem ser implementadas em níveis federal, estadual e municipal, dependendo das necessidades identificadas.
Além disso, a ANA poderá estabelecer novas regras de uso para as operações dos reservatórios, e as agências reguladoras e empresas de saneamento terão autorização para cobrar taxas decorrentes da escassez de água.
A situação de escassez na Bacia do Paraguai é contrastante com a situação no estado do Rio Grande do Sul, que enfrentou recentemente a maior enchente de sua história, resultando em perdas humanas e materiais significativas. Esses eventos extremos são frequentemente associados às mudanças climáticas.
Segundo especialistas, as chuvas abaixo da média na região do Pantanal e as ondas de calor ocorrem devido a um bloqueio atmosférico na parte central do Brasil. Esse fenômeno impede o deslocamento de frentes frias para outras regiões do país, resultando em chuvas intensas em algumas áreas e seca em outras.
As mudanças climáticas, incluindo o aquecimento global e o aumento das temperaturas, são apontadas como fatores que contribuem para a ocorrência de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e secas prolongadas. O aquecimento dos oceanos também desempenha um papel importante nesse padrão de eventos, pois a água mais quente evapora e pode resultar em chuvas em outras regiões.
A situação de escassez de água na Bacia do Paraguai afeta não apenas o abastecimento de água para a população, mas também atividades econômicas importantes, como o transporte de cargas pela hidrovia, a pesca e o turismo. O monitoramento contínuo da situação e a adoção de medidas adequadas são essenciais para lidar com os desafios causados pela escassez de água na região.
Ondas de calor
A coordenadora e meteorologista do Inmet, Marcia Seabra, explica que há um bloqueio atmosférico na parte central do Brasil atualmente. E que essa obstrução causa as ondas de calor nas regiões centrais, como por exemplo, no Mato Grosso do Sul.
“Há alguns anos, a gente falava que essas chuvas no Rio Grande do Sul poderiam ser consequências do El Niño, mas esse fenômeno sempre existiu e é monitorado desde a década de 1940. O que existe de diferente hoje é o aquecimento global, as mudanças climáticas, o planeta está mais quente, as temperaturas estão mais elevadas”, argumentou a especialista.
Marcia lembra ainda que todos os meses são feitas medições no mundo e que em abril foi registrado o décimo mês consecutivo de recordes de temperatura. “Os oceanos nunca estiveram tão quentes, além de afetar toda a biodiversidade, se o oceano está mais quente, essa água vai evaporar e chover em algum lugar.
Redação JA/ Foto: Eduardo Rosa/MapBiomas
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