O conselheiro Guilherme Feliciano, integrante do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) se pronuncie, no prazo de cinco dias, acerca do relatório de auditoria interna que, segundo informações, identificou o pagamento de R$ 73,5 milhões em horas extras e compensatórias sem a devida comprovação entre os anos de 2023 e 2024. A decisão foi proferida na quarta-feira (23), no contexto de um Procedimento de Controle Administrativo (PCA) instaurado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat).
O sindicato comunicou ao CNJ que o relatório elaborado pela auditoria interna do tribunal evidenciaria deficiências no controle de jornada e pagamentos realizados sem a documentação que comprove a efetiva prestação dos serviços.
O Sinjusmat também salientou que já havia realizado solicitações anteriores de documentos ao TJMT, as quais não foram atendidas. Na petição atual, a entidade requereu que o relatório fosse anexado aos autos do processo, como complemento às informações previamente apresentadas.
Recomendação
Após a análise da petição, o conselheiro considerou o pedido relevante e ordenou ao TJMT que se manifestasse.
“Em face do exposto, e considerando a relevância do documento para o objeto deste procedimento, intime-se o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT) para que, no prazo de cinco dias, se pronuncie sobre o teor da petição”, determinou o conselheiro.
Decorrido o prazo, com ou sem manifestação, os autos deverão retornar ao gabinete do relator para nova apreciação.
O PCA foi instaurado em decorrência de uma representação do Sinjusmat, que questiona práticas administrativas da atual gestão do TJMT, sob a presidência do desembargador José Zuquim Nogueira, especialmente no que tange ao controle de ponto e ao pagamento de horas extras.
Conforme a entidade, o objetivo é assegurar a transparência na execução orçamentária, bem como o respeito aos princípios da legalidade e da moralidade administrativa.
Até o presente momento, o Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a determinação do CNJ.
Redação JA / Foto: reprodução
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online