A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu, na manhã desta terça-feira (15), sua primeira audiência pública para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. O debate foi liderado pelo vice-presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), deputado Diego Guimarães (Republicanos), e contou com a presença de representantes dos poderes, órgãos públicos e da sociedade civil.
O encontro marcou o início das discussões sobre as prioridades do orçamento estadual para o próximo ano, conforme o Projeto de Lei 073/25. Foram abordadas as previsões de receita, despesas, Revisão Geral Anual dos Servidores (RGA) e as renúncias fiscais do estado.
Ricardo Capistrano, secretário-adjunto da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), apresentou os principais dados do PLDO 2026. Ele destacou que a proposta prevê uma receita estimada em R$ 39,8 bilhões, um aumento de 4,66% em relação ao que foi projetado para 2025. Para a RGA dos servidores, a proposta considera um reajuste de 4,56%, correspondente à inflação acumulada, conforme calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Durante a audiência, o deputado Diego Guimarães abordou a prática de subestimar as receitas no orçamento estadual, alertando que isso pode afetar a alocação realista de recursos para secretarias e políticas públicas, além de outros poderes como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa e a Defensoria Pública.
“A cautela do governo ao projetar as receitas é válida, mas o excesso de prudência pode limitar a execução do orçamento dos poderes e órgãos autônomos”, enfatizou o parlamentar.
Em resposta, o secretário Capistrano explicou que a estimativa é feita de maneira cautelosa, permitindo que o estado se prepare para possíveis crises, como novas taxações dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele também afirmou que, caso a arrecadação supere as expectativas, o governo destinará os recursos excedentes conforme a legislação exige.
De acordo com o PLDO, o Executivo pode realocar até 10% do orçamento sem a necessidade de aprovação legislativa. Para remanejamentos acima desse percentual, a autorização da Assembleia é necessária.
Outro ponto discutido foi a política de renúncia fiscal, que deve atingir R$ 11 bilhões em 2026. Capistrano destacou a importância dos incentivos fiscais para atrair indústrias e agroindústrias para o estado, promovendo a industrialização e a criação de empregos. Ele mencionou o crescimento do setor de etanol e do refino de algodão como resultados positivos desta política.
“Somos um estado produtor de commodities, distantes dos grandes centros consumidores e portos. Os incentivos tornam Mato Grosso mais competitivo e atraem investimentos”, afirmou.
A saúde pública continua sendo uma das prioridades do orçamento para 2026. Capistrano mencionou que os recursos serão direcionados para consolidar investimentos já realizados, como a finalização do Hospital Central e outras unidades hospitalares regionais.
Quanto aos gastos com pessoal, o governo planeja manter o equilíbrio fiscal, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A expectativa é que o estado permaneça abaixo do limite prudencial de 44%, sem ultrapassar o teto de 60% da Receita Corrente Líquida.
O projeto da LDO 2026 será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) ainda nesta terça-feira (15). Após a aprovação do parecer na comissão, o texto seguirá para votação no plenário e, posteriormente, para a Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da ALMT, onde também serão avaliadas as emendas apresentadas pelos deputados.
Redação JA / Foto: reprodução ALMT
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online