O dólar à vista rondava a estabilidade nesta sexta-feira (21), a caminho de fechar a semana com pouca oscilação, à medida que os investidores seguem ponderando sobre os planos tarifários dos Estados Unidos, as incertezas geopolíticas e a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve.
Às 9h03, o dólar à vista subia 0,12%, a R$ 5,7096 na venda.
No mesmo horário, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, caía 0,09%, a 127.485,02 pontos.
Na quinta-feira (20), o dólar à vista fechou em baixa de 0,37%, aos R$ 5,7045.
Com uma agenda novamente esvaziada no Brasil, investidores voltavam suas atenções para o cenário externo nesta sessão, onde uma série de incertezas comerciais, geopolíticas e macroeconômicas têm mantido os agentes financeiros cautelosos, sem assumir grandes posições para qualquer direção.
Contexto internacional
A maior incerteza neste início de ano diz respeito aos planos tarifários do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem realizado ameaças constantes de impor tarifas sobre países e setores econômicos, mas tem até o momento apenas uma nova taxa — de 10% sobre produtos chineses — já em vigor.
Em seu mais recente anúncio, Trump acrescentou madeira e produtos florestais à sua lista de alvos de tarifas, que inclui automóveis, semicondutores e produtos farmacêuticos.
Ele também já prometeu uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio. A indicação, no entanto, é que as tarifas não serão imediatas, abrindo espaço para negociações.
Outro foco de atenção nesta semana tem sido as negociações pelo fim da guerra na Ucrânia, com o início de conversas entre EUA e Rússia a fim de se encontrar uma resolução ao maior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Sobre o assunto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que se encontrou com autoridades russas nesta semana, disse na véspera que Trump deseja saber se a Rússia está falando sério sobre o fim da guerra na Ucrânia.
“A única maneira é testá-los, basicamente engajá-los e dizer: ‘Ok, vocês estão falando sério sobre acabar com a guerra? E se sim, quais são suas exigências? Suas demandas públicas e suas demandas privadas são diferentes?’”, disse Rubio.
Segundo Marcio Riauba, head da Mesa de Operações da StoneX Banco de Câmbio, notícias positivas sobre as negociações em relação à Ucrânia “podem novamente favorecer ativos mais arriscados”.
Também estão no radar dos mercados a divulgação de mais dados econômicos nos EUA que podem moldar as próximas decisões de juros do Fed, com destaque para a pesquisa PMI, da S&P Global, sobre os setores industrial e de serviços, às 11h45, e números de confiança do consumidor, da Universidade de Michigan, às 12h.
Operadores precificam que o banco central dos EUA voltará a reduzir os juros em 25 pontos-base até julho, com uma chance de acima de 50% de outro corte da mesma magnitude até o fim do ano.
Cena doméstica
Investidores acompanham entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedida ao ICL Notícias, em que disse que, com a queda recente do dólar e uma safra melhor, o governo acredita que os preços no país vão se estabilizar em um “patamar mais adequado”.
*Com informações da Reuters
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