Em um ambiente de crescente vulnerabilidade digital, marcado por ataques de identidade e tentativas de sequestro de contas, soluções de assinatura eletrônica começam a adotar métodos de autenticação mais robustos. Ainda que não existam estatísticas globais concentradas exclusivamente em fraudes envolvendo assinaturas eletrônicas, relatórios internacionais apontam aumento expressivo das fraudes de identidade, pressionando empresas a buscar alternativas que combinem segurança e fluidez operacional.
Grande parte dos fluxos de assinatura ainda depende de senhas, e-mails ou códigos enviados por SMS — métodos suscetíveis ao phishing e ao takeover de contas. Ao mesmo tempo, soluções mais rígidas, como tokens físicos e certificados digitais, elevam a segurança, porém adicionam obstáculos, encarecem processos e exigem conhecimento técnico. Essa combinação de riscos e complexidade abre espaço para tecnologias de autenticação biométrica, sobretudo a facial.
A tendência de crescimento do setor é consistente. Projeções de mercado indicam que o segmento de assinaturas digitais deve saltar de US$ 5,2 bilhões em 2024 para US$ 38,16 bilhões até 2030, impulsionado pela digitalização de processos corporativos e pelas exigências de conformidade e segurança.
A adoção da biometria facial avança especialmente em áreas com grande volume documental, como Comercial, Projetos e Construção Civil, bem como em setores de alta criticidade regulatória, como Saúde e Segurança do Trabalho. Fintechs, bancos, telecomunicações e utilities também figuram entre os mais receptivos à tecnologia. “As soluções biométricas reduzem o número de etapas, eliminam a dependência de dispositivos físicos e tornam o processo mais acessível e inclusivo, permitindo que qualquer pessoa possa realizar uma assinatura com segurança”, afirma Rafael Liberato – Head do Senior Flow,plataforma agnóstica de hiperautomação, que integra ferramentas de produtividade, inteligência artificial e soluções de gestão da Senior Sistemas.
A nova solução, desenvolvida na plataforma Senior Flow da multinacional de tecnologia Senior Sistemas, emprega reconhecimento facial no momento da assinatura do documento: o usuário tira uma selfie, que é enviada ao motor de biometria para validação da identidade antes da conclusão do processo. O sistema identifica o rosto, gera um código biométrico e compara a imagem com o cadastro existente. “A autorização acontece quando o nível de similaridade atinge o valor mínimo definido pelo cliente — em geral, a partir de 85%. Caso a validação não seja atingida, o assinante é orientado a fazer nova captura; se ainda assim não houver correspondência, o processo migra para outro método de autenticação permitido pela política da empresa”, explica Liberato.
A tecnologia utiliza inteligência artificial e modelos de deep learning para detecção facial, extração do padrão biométrico, comparação e prova de vida, que identifica tentativas de fraude com fotos, vídeos ou máscaras. A solução foi desenvolvida para funcionar tanto em desktop quanto em dispositivos móveis, desde que com câmera habilitada.
Aceleração de processos e impacto operacional
Somente entre janeiro e outubro de 2025, mais de 1,85 milhão de documentos passaram pela plataforma que integra essa tecnologia, representando cerca de 1.000 documentos mensais por cliente ativo. O uso da biometria facial tem permitido uma redução estimada de até 40% no tempo de coleta de assinaturas, graças à diminuição de etapas intermediárias e à eliminação da necessidade de certificados ou dispositivos físicos.
Durante a assinatura, além da validação facial, o sistema registra evidências como foto do assinante, geolocalização, endereço IP, número de documento e e-mail, fortalecendo a rastreabilidade e permitindo auditorias mais completas.
Privacidade e LGPD: coleta sensível com consentimento explícito
Por se tratar de dado sensível, a biometria facial exige conformidade rigorosa com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A solução foi desenhada segundo os princípios de Privacy by Design, incorporando, desde a fase de concepção, práticas de proteção de dados, treinamentos internos e avaliação formal conduzida pelo encarregado de dados. O processo requer consentimento explícito do usuário para coleta da biometria, possui políticas de retenção definidas e mantém trilhas de auditoria detalhadas.
“A solução segue em desenvolvimento contínuo, com ampliação de recursos prevista para os próximos ciclos. Com o avanço das fraudes digitais e a necessidade de processos mais rápidos e auditáveis, especialistas avaliam que a autenticação por biometria facial tende a se tornar um dos pilares das assinaturas eletrônicas corporativas nos próximos anos”, finaliza Rafael Liberato – Head Senior Flow.
Fonte: CentralPress/ Foto: reprodução
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