Policial Civil torna réu por estupro de detenta em delegacia de MT

Policial Civil torna réu por estupro de detenta em delegacia de MT

A Justiça acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e, por consequência, tornou réu o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma custodiada na Delegacia de Sorriso, situada a 398 km de Cuiabá, em dezembro do ano passado.

Manoel responderá judicialmente pelos crimes de estupro e abuso de autoridade.

A decisão foi proferida pelo juiz Arthur Moreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso, sendo que o processo tramitam sob segredo de Justiça.

O acusado foi detido no dia 1º de fevereiro e encaminhado à Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães.

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, da RecordTV, a vítima relatou ter sido estuprada em quatro ocasiões entre a noite de 9 e a manhã de 10 de dezembro, na sala de alojamento da delegacia, destinada ao descanso dos policiais.

A denunciante afirmou que os abusos ocorreram enquanto ela se encontrava algemada e sob a ameaça de uma arma.

A Investigação

A investigação teve início na primeira quinzena de dezembro de 2025, em virtude de uma requisição do Ministério Público, que relatou que a mulher, presa temporariamente por homicídio, havia sido abusada sexualmente por um policial civil durante sua custódia na unidade.

Dado o caráter grave das alegações, foi instaurado, de forma imediata, um inquérito para apuração dos fatos. Durante o curso das investigações, foram realizadas oitivas de outras detentas que compartilhavam cela com a vítima, bem como dos policiais de plantão, incluindo o servidor indicado como suspeito.

Além disso, foram requisitados exames periciais, como o confronto do material genético do investigado com o material biológico coletado da vítima.

Os resultados periciais apresentaram compatibilidade genética, circunstância que levou a Delegacia de Sorriso a pleitear a prisão preventiva do servidor, bem como a expedição de um mandado de busca e apreensão e a quebra de sigilo de dados telefônicos.

Ademais, a Corregedoria Geral da Polícia Civil instaurou um procedimento administrativo disciplinar em desfavor do investigador, a fim de adotar as providências legais pertinentes ao caso.

 

Redação JA / Foto: reprodução

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