INFORMAÇÕES CONTRADITÓRIAS: familiares da advogada assassinada em Cuiabá, relatam inconsistências no laudo pericial (POLITEC)

INFORMAÇÕES CONTRADITÓRIAS: familiares da advogada assassinada em Cuiabá, relatam inconsistências no laudo pericial (POLITEC)

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esclareceu, na tarde desta quinta-feira (19 de março), que não detém sob sua guarda o corpo da advogada Viviane de Souza Fidelis, 30 anos, em desconformidade com informações veiculadas em vídeo nas redes sociais pelo jornalista Guilherme Pallesi.

A citada advogada foi localizada sem vida em seu apartamento, na cidade de Cuiabá, na madrugada de 18 de setembro de 2025, em circunstâncias que permanecem parcialmente não elucidativas.

Advogada Viviane de Solsa Fidelis de 30 anos assassinada em seu apto em Cuiabá

 

No vídeo divulgado na quarta-feira (18), o jornalista afirmou que o principal suspeito no crime é sobrinho do senador Jaime Campos e do deputado Julio Campos, e que não houve nem investigação do assassinato por parte da Policia Civil de Mato Groso. Disse ainda no video gravado no instagran que, Viaviane era uma menina alegre e cheia de vida e que tinha terminado um relacionamento com o ex-namorado, e que o corpo foi encontrado pelo ex- namorado assustado no seu apartamento.

Ele diz também que o corpo da advogada estaria “congelado”, aguardando a realização de nova necropsia, ao declarar: “Ela faleceu no meio de 2025 e até agora está com seu corpo congelado, esperando uma nova perícia, uma nova investigação sobre o caso”. Tal alegação foi formalmente rechaçada pela Politec.

Reportagens posteriores e publicações em perfis do Instagram — incluindo colaborações com o perfil intitulado “Caso Viviane Fidelis” — replicaram a versão de que o corpo permaneceria retido e que a família estaria impedida de proceder ao sepultamento. Em nota oficial, a Politec asseverou que todos os atos periciais requisitados foram devidamente realizados e concluídos, e que o corpo foi liberado à família imediatamente após a conclusão da necropsia, não permanecendo no Instituto Médico Legal (IML).

“Todas as perícias requisitadas neste caso já foram realizadas e concluídas. O corpo foi liberado para a família imediatamente após o término da necropsia e não permanece no IML”, informou o órgão.

No mesmo vídeo, o jornalista declarou que continuará a acompanhar os desdobramentos e afirmou que a família não aceita a tese de suicídio como causa mortis. Segundo ele, uma perícia complementar tampouco teria apontado causa conclusiva para o óbito.

Alegadas lacunas apontadas pela família

Familiares da vítima levantaram apontamentos sobre supostas inconsistências no laudo pericial inicial, dentre as quais contradições constantes no documento, omissão de registros identificadores — a exemplo de tatuagem presente na vítima — e fragilidades na descrição circunstancial do local de constatação do óbito.

Os parentes também questionaram diligências realizadas por peritos, que, conforme relatado, teriam comparecido ao cemitério sem autorização judicial e sem a devida formalização nos autos do inquérito, circunstância que, segundo a família, comprometeria a cadeia de custódia das provas.

Adicionalmente, foram mencionados vídeos que, supostamente, registrariam episódio de conflito envolvendo a vítima e seu ex-companheiro pouco antes do óbito, materiais que, conforme os familiares, não teriam sido objeto de exame pericial aprofundado.

Manifestação dos envolvidos

A reportagem do Jornal Advogado buscou contato com o perfil “Caso Viviane Fidelis”, responsável pela divulgação de informações acerca das investigações, sem obter retorno até o fechamento desta edição.

Redação JA / Foto: reprodução

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