O Brasil enfrenta um impasse jurídico com profundos impactos socioeconômicos: o STF suspendeu processos trabalhistas que analisam fraudes nas relações de trabalho mediante contratação de empregados como pessoas jurídicas (PJs) e autônomos.
A suspensão ocorreu após o reconhecimento da repercussão geral do Tema 1389 (RE nº 1.532.603), paralisando milhares de ações no país. A decisão final poderá alterar o entendimento sobre a pejotização e outras fraudes trabalhistas, afetando drasticamente a vida de milhares de brasileiros.
A pejotização acontece quando empresas contratam trabalhadores como prestadores de serviços (PJs ou MEIs), mas mantêm uma relação de emprego na prática. O trabalhador cumpre horários, metas e subordinação sem os direitos garantidos pela CLT: férias remuneradas, 13º salário, FGTS, limitação de jornada, descanso semanal, proteção à maternidade e paternidade, seguro-desemprego, entre outros.
Este fenômeno cresce rapidamente no Brasil. Entre 2020 e 2022, o número de MEIs aumentou de 11,3 para 14,8 milhões. Muitos adotaram esse modelo por imposição do contratante ou falta de opção, perdendo acesso a direitos fundamentais. O resultado é a precarização do trabalho, com o trabalhador mantendo suas obrigações sem quaisquer direitos, em total desproteção.
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