Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e prenderam o presidente do país, Nicolás Maduro, e a mulher dele, Cilia Flores, na madrugada deste sábado (3/1). O anúncio foi feito pelo presidente Donald Trump, em sua plataforma Truth Social.
Segundo Trump, as forças norte-americanas fizeram “ataque em larga escala” contra a Venezuela. Ao jornal The New York Times, o presidente americano classificou a operação como “brilhante” e afirmou que houve um planejamento “muito bom”, com “tropas excelentes”.
Os ataques foram registrados na capital Caracas e em outros três estados do país. Em nota, o governo venezuelano rejeitou “a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelanas”.
Segundo o comunicado, áreas civis e militares foram atingidas. Até o momento, não há informação detalhada sobre mortos ou feridos.
Escalada
Os ataques marcam uma escalada nas agressões dos EUA contra a Venezuela. Desde setembro, os norte-americanos têm atacado embarcações venezuelanas e de outros países no Caribe e no Pacífico. Até dezembro, mais de 20 barcos já haviam sido destruídos ou capturados.
Os ataques têm ocorrido sob o pretexto de que as embarcações eram ligadas ao chamado “narcoterrorismo” — um rótulo que também vem sendo utilizado em outros países, inclusive o Brasil, para pressionar pelo endurecimento de medidas penais.
Nos últimos meses, os EUA vinham deslocando um forte aparato bélico, por ar e pelo mar, para perto do território venezuelano. Em dezembro, as forças norte-americanas começaram a capturar navios petroleiros venezuelanos próximos à costa.
Brasil condena ação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a operação. Na rede social X, Lula afirmou que os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou.
O mandatário brasileiro disse que atacar países, em flagrante violação do Direito Internacional, é “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
O governo brasileiro afirmou que a condenação ao uso da força é consistente com a posição que o país tem adotado em situações recentes com outras nações e regiões.
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”, publicou.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também condenou os ataques. Em publicação no X, ele pediu uma reunião imediata da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a legitimidade internacional da invasão.
Acusações
Sem apresentar provas, a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, afirmou que Maduro e Cilia Flores estão sendo acusados pelos seguintes crimes: conspiração para narcoterrorismo; conspiração para importação de cocaína; posse de metralhadoras e dispositivos explosivos; e conspiração para posse de metralhadoras.
Bondi disse que tanto o presidente quanto a primeira-dama venezuelanos serão julgados pela Justiça dos Estados Unidos. Eles foram denunciados pela procuradoria-geral americana à seção do Distrito Sul de Nova York.
“Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, afirmou na rede social X.
Fonte: Conjur/ Foto: reprodução internet
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