PREFEITURA CUIABÁ: Bussiki afirmou que ex-secretário pagou R$ 21 mi, mesmo sabendo de colapso
O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, rebateu as declarações do ex-secretário de Educação, Amauri Monge, que disse que a Pasta vivia um “colapso financeiro”. A Gestão Abilio Brunini (PL) admitiu que a Educação devia fornecedores de alimentos, material de limpeza, transporte e empresas de obras para reforma de unidades escolares.
Ao programa Notícia de Frente, Bussiki afirmou que mesmo sabendo dessa realidade, Amauri priorizou o pagamento de R$ 21 milhões a livro didáticos, supostamente sem serventia. O caso foi denunciado por Abilio, que determinou, a Controladoria Municipal um levantamento sobre possíveis irregularidades na compra de material didático ocorridas entre 2025 e 2026, durante a gestão do ex-secretário. O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual já abriram investigação para apurar o caso.
Caso dos livros
Ao responder o prefeito, Amauri disse na Câmara Municipal que Abilio teria cometido suposta “pedalada fiscal”, na Educação após transferir recursos da área para outra Pasta. Bussiki contestou a afirmação dizendo que os recursos mencionados pelo ex-secretário correspondem a restos a pagar, instrumento previsto na legislação e amplamente utilizado pela administração pública.
“A pedalada foi um fato que o secretario Amauri trouxe a tona, mesmo sabendo que não era pedalada. Pois ele mesmo disse não ter nada de irregular”, disse. A prefeitura apontou que de 2025 para 2026 são R$ 36 milhões de restos a pagar na Educação. Entre os indícios que motivaram a abertura da investigação, segundo a Prefeitura, estão livros adquiridos por valores que chegariam a R$ 800 a unidade e materiais que teriam sido elaborados, em tese, com uso de inteligência artificial (IA).
Redação MidiaNews/ Foto: reprodução

