Mesmo com subsídio, preço do diesel cresce 4,81% em outubro, aponta Edenred Mobilidade
O diesel comum encerrou outubro com preço médio de R$ 7,19 por litro no Brasil, alta de 4,81% em relação a setembro, enquanto o diesel S-10 chegou a R$ 7,44, um avanço de 2,48%. Os dados são da mais recente análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida os preços praticados nos postos de combustível com base nas transações registradas. Entre os combustíveis leves, o etanol registrou a segunda alta mensal consecutiva, com avanço de 1,65%, e fechou outubro a R$ 4,31 por litro. Já a gasolina seguiu na direção oposta, com recuo de 0,30% e preço médio de R$ 6,71.
A alta do diesel reflete a combinação de pressões externas e fatores sazonais. Em outubro, as tensões geopolíticas, as restrições à oferta e às margens elevadas de refino mantiveram o petróleo Brent em patamares elevados, chegando a US$113,17 por barril no dia 22 de outubro. No Brasil, mais de 25% do diesel consumido é importado, o que torna o mercado interno mais sensível às variações de preços no cenário internacional. A pressão coincide com o plantio da safra de verão 2026/27, período de maior demanda por combustível no campo e no transporte de cargas, elevando os custos de produção e logística.
Nesse cenário, o Governo Federal prorrogou, na terça-feira (27), por mais 30 dias, a subvenção econômica ao diesel, mantendo o subsídio em R$ 2,12 por litro. A medida busca conter o repasse das pressões externas aos preços domésticos e atenuar os impactos sobre o frete e a produção agropecuária.
“Quando o diesel sobe em um período de maior atividade agropecuária, o impacto vai além do abastecimento dos veículos. O combustível é um componente relevante do custo de produção e do transporte de mercadorias, e sua variação pode pressionar diferentes etapas da cadeia logística. A prorrogação do subsídio busca atenuar parte dessa pressão, mas o cenário reforça a importância de acompanhar os preços e planejar os custos operacionais com maior previsibilidade”, explica Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade.
Destaques regionais e estaduais
O levantamento também mostra que o comportamento dos combustíveis não foi uniforme pelo país. Em outubro, a Região Norte registrou os maiores preços médios nacionais nas quatro categorias analisadas: R$ 7,74 por litro para o diesel comum, R$ 7,78 para o diesel S-10, R$ 5,16 para o etanol e R$ 7,22 para a gasolina.
O Nordeste apresentou a segunda maior média regional para os dois tipos de diesel, ambos a R$ 7,68 por litro. Já o Centro-Oeste registrou alta de 5,41% no diesel comum, que chegou a R$ 7,21, e de 3,69% no S-10, cotado a R$ 7,59. A movimentação merece atenção por se tratar de uma região estratégica para a produção agrícola e para o transporte de grãos. Na outra ponta, o Sul apresentou os menores preços médios para o diesel comum (R$ 6,92), o S-10 (R$ 7,13) e a gasolina (R$ 6,40). Apesar disso, a região registrou a maior alta mensal do diesel comum, de 6,96%. No Sudeste, o etanol teve o menor preço médio regional, de R$ 4,21 por litro.
As diferenças também aparecem na comparação entre os estados. Roraima registrou o diesel comum mais caro do país, a R$ 8,26 por litro, enquanto o Paraná apresentou o menor preço médio, de R$ 6,89. O estado paranaense, no entanto, teve a maior alta mensal do combustível, de 8,50%. No Amazonas, houve recuo de 1,75%. No diesel S-10, o Acre apresentou a maior média estadual, de R$ 8,34 por litro, enquanto o Rio Grande do Sul registrou a menor, de R$ 6,93. O estado gaúcho também teve a maior alta mensal da categoria, de 4,68%, enquanto a Bahia apresentou a maior queda, de 1,29%.
Entre os combustíveis leves, o etanol variou de R$ 4,05 por litro em São Paulo a R$ 5,53 em Sergipe. São Paulo também registrou a maior alta mensal, de 2,53%, enquanto o Rio Grande do Norte teve a maior queda, de 4,49%. Na gasolina, Roraima apresentou a maior média, de R$ 7,65, e o Rio Grande do Sul, a menor, de R$ 6,25. Pernambuco registrou a maior alta mensal, de 1%, enquanto o Rio Grande do Norte teve a maior redução, de 2,59%.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de 55 transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.
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