INSS vai bloquear aposentadoria sem biometria? Veja o que é verdade
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclareceu, nesta terça-feira (27), que é falsa a informação de que aposentados e pensionistas precisam cadastrar a biometria até 20 de novembro para evitar o bloqueio dos benefícios. A mensagem, que circula na internet, tem provocado dúvidas entre segurados sobre a continuidade dos pagamentos.
“O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) esclarece que são falsas as informações divulgadas na internet de que os beneficiários precisam providenciar documento com biometria até 20 de novembro para não ter o benefício bloqueado”, informou o órgão.
A regra começou a ser aplicada aos novos requerimentos em 21 de novembro de 2025. Para quem já recebe aposentadoria, pensão ou outros benefícios, a implantação ocorre de maneira gradual, com prazos de adaptação.
Aposentados precisam cadastrar a biometria até 20 de novembro?
Não. O INSS afirma que não existe um prazo geral de 20 de novembro para que todos os aposentados façam o cadastro biométrico.
Quem já recebe o benefício não precisa comparecer imediatamente a uma agência ou emitir um novo documento apenas por causa das mensagens que circulam nas redes sociais.
A identificação biométrica é utilizada para confirmar a identidade do cidadão e evitar fraudes na concessão e manutenção dos pagamentos.
O registro pode ser feito por meio de documentos oficiais, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor, conforme as regras de transição.
O governo federal também esclarece que não haverá bloqueio automático dos benefícios ativos durante a implementação das novas exigências.
Quem precisa ter biometria para pedir aposentadoria?
A identificação biométrica passou a ser exigida para novos pedidos de benefícios do INSS apresentados desde 21 de novembro de 2025.
Entretanto, a legislação prevê exceções para determinados grupos.
Estão entre os dispensados da exigência, nas condições estabelecidas pelo governo:
- Pessoas com mais de 80 anos;
- Migrantes, refugiados e apátridas que atendam aos requisitos legais;
- Brasileiros residentes no exterior que apresentem a documentação exigida;
- Pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivos de saúde ou deficiência, mediante comprovação;
- Moradores de localidades consideradas de difícil acesso.
- O INSS informa ainda que os pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte estão dispensados da obrigatoriedade de registro biométrico nas condições atualmente previstas.
Quem já recebe aposentadoria terá que fazer nova identidade?
A Carteira de Identidade Nacional será a principal referência para a identificação biométrica dos beneficiários.
O governo estabeleceu um período de transição para que os cidadãos possam utilizar registros biométricos existentes em outras bases oficiais.
Até 31 de dezembro de 2027, poderão ser aceitos cadastros já realizados para documentos como a CNH e o título de eleitor, desde que atendam às condições estabelecidas.
A partir de 1º de janeiro de 2028, a biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional passará a ser a referência obrigatória para concessão, manutenção e renovação de benefícios, ressalvadas as hipóteses legais de dispensa.
Para quem já recebe pagamentos, a verificação dos registros disponíveis é realizada pelo próprio governo.
Caso seja necessária alguma atualização, o beneficiário será comunicado pelos canais oficiais, conforme os procedimentos e prazos aplicáveis.
É preciso ir ao INSS para cadastrar a biometria?
Não. O instituto esclareceu que não realiza o cadastramento biométrico diretamente em suas agências.
“Não precisa ir às agências do INSS para fazer cadastro biométrico”, destacou o órgão no comunicado.
A biometria corresponde ao registro de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto, utilizadas para confirmar a identidade de uma pessoa.
Esses dados são coletados durante a emissão de documentos oficiais pelos órgãos responsáveis.
O INSS consulta as bases disponíveis para verificar se o cidadão já possui identificação biométrica válida.
Biometria e prova de vida são a mesma coisa?
Não. O INSS esclarece que o cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes.
A biometria serve para identificar o cidadão por características físicas. Já a prova de vida confirma que o beneficiário continua vivo e apto a receber o pagamento.
Atualmente, o INSS realiza a comprovação de vida principalmente por meio do cruzamento automático de informações de diferentes órgãos públicos.
Entre os registros que podem ser utilizados estão atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS), vacinação, emissão de documentos e participação em eleições.
O voto nas eleições de outubro de 2026, assim como a justificativa eleitoral registrada na Justiça Eleitoral, também pode ser utilizado como prova de vida.
Quando o INSS não consegue confirmar a situação do segurado pelas bases disponíveis, pode ser necessária uma providência adicional, comunicada oficialmente ao beneficiário.
Como saber se minha aposentadoria está regular?
O aposentado ou pensionista pode consultar a situação do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS, utilizando sua conta gov.br.
Também é possível obter informações pela Central Telefônica 135.
No Meu INSS, o cidadão pode verificar os dados do benefício e consultar a situação da prova de vida.
O instituto recomenda que os segurados não forneçam informações pessoais em páginas desconhecidas nem sigam orientações recebidas por mensagens suspeitas.
“O Instituto não envia servidores à casa dos cidadãos para fazer a comprovação de vida, nem solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro”, alertou o INSS.
O órgão também orienta os beneficiários a não clicar em links desconhecidos, utilizados por criminosos para capturar dados pessoais e aplicar golpes.
POR Notícias ao Minuto / Foto: Reprodução


