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Operação não afeta eleição de Ilde na Câmara de Cuiabá, diz Procurador

Operação não afeta eleição de Ilde na Câmara de Cuiabá, diz Procurador

A Operação Cathedra Venalis, na qual figura entre os investigados o presidente eleito da Câmara de Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), atualmente não exerce nenhuma influência sobre a eleição da Mesa Diretora do Legislativo municipal.

 

Esta é a posição do procurador-geral do legislativo da Capital, Eustáquio Neto. Conforme Eustáquio, a investigação que está sendo executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foca nas possíveis irregularidades envolvendo a eleição para o comando da Câmara de Várzea Grande e, até o presente momento, não emerge qualquer indício que ponha em xeque a eleição ocorrida em Cuiabá.

 

Ele esclareceu à imprensa nesta terça-feira (20) que a investigação em andamento examina uma suposta ilegalidade específica quanto à eleição da Mesa de Várzea Grande, o que, por ora, não afeta a eleição realizada na Câmara de Cuiabá. Além de Ilde, Alex Rodrigues (Podemos), vereador cuiabano, também está entre os investigados. No entanto, segundo o procurador, não houve cumprimento de nenhuma medida no Legislativo da Capital e as atividades continuam normalmente.

 

“A operação iniciada hoje pela manhã não possui qualquer relação direta com a Câmara Municipal de Cuiabá. Apesar das notícias envolvendo dois parlamentares sob investigação, a Câmara segue desempenhando suas funções regularmente“, comentou. A Operação Cathedra Venalis foi lançada pelo Gaeco para investigar alegações de corrupção e outras irregularidades associadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

 

Foram expedidos 30 mandados visando busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em locais relacionados aos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, incluindo 15 vereadores dessas cidades. De acordo com Eustáquio, a Câmara de Cuiabá não foi notificada para implantar qualquer ação e, no momento, não há intenção de iniciar procedimento interno contra Ilde ou Alex. O procurador também considera precipitado discutir um possível processo na Comissão de Ética ou as eventuais repercussões para o mandato e futura presidência de Ilde.

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Redação / Foto: reprodução