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Chega à Cuiabá Angeliquinha após ser presa na Bolívia foragida a mais de um ano

Chega à Cuiabá Angeliquinha após ser presa na Bolívia foragida a mais de um ano

Apontada como a figura proeminente no comando de uma notória organização criminosa atuante no estado de Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, carinhosamente apelidada de “Angeliquinha“, foi conduzida na terça-feira, dia 20, à sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) localizada na cidade de Cuiabá.

 

A detenção de Angeliquinha ocorreu no dia 22 de setembro em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, após ela ter passado mais de um ano foragida da justiça. Inicialmente, ela havia escapado do sistema penitenciário no mês de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, também situada em Cuiabá.

 

Após sua captura no território boliviano, a mesma foi entregue às autoridades da Polícia Federal na cidade de Corumbá, Mato Grosso do Sul. Posteriormente, foi escoltada até o Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, localizado na mesma cidade, onde permaneceu aguardando todos os trâmites legais para seu regressar ao estado de Mato Grosso.

 

A reintegração da detida ao sistema penal familiar foi formalmente aprovada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), resultando em sua reentrada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May em Cuiabá. No momento de sua chegada à instituição correcional na capital, a responsabilidade pela continuação de sua custódia foi transferida para as mãos da administração penitenciária local. Ao longo do recambiamento, registrado em vídeos pela Polícia Civil do Mato Grosso, é possível observar toda a operação até sua chegada ao GCCO na capital.

 

Mantendo–se em silêncio absoluto durante sua chegada, Angeliquinha não respondeu às perguntas feitas pela imprensa presente na ocasião. Até o momento de sua captura, a acusada enfrentava seis mandados de prisão decretados ao longo do ano de 2026. Além disso, acumulava penas que somavam mais de 260 anos por envolvimento em múltiplos delitos, abrangendo homicídios, tráfico ilícito de substâncias controladas e participação ativa em organização criminosa.

 

O conjunto das investigações revelou que sua influência nas operações ilegais expandia-se sobre a região de Alta Floresta, envolvendo-se em práticas como tráfico de drogas, extorsão e exploração ilegal em áreas destinadas ao garimpo. A obtenção da localização exata de Angeliquinha na Bolívia foi viabilizada através de um esforço conjunto e coordenado que envolveu o intercâmbio de informações entre forças internacionais de segurança.

 

A operação contou com a decisiva participação da Polícia Civil do Mato Grosso por meio do GCCO, junto à Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e à Gerência Estadual de Polinter (Gepol), trabalhando em sintonia com as autoridades policiais bolivianas.

 

Em uma tentativa frustrada de evitar sua identificação pelas forças policiais, a detida recorreu ao uso de um documento brasileiro falsificado e submeteu-se a procedimentos estéticos com o intuito de modificar suas características fisionômicas. Uma vez capturada, foram imediatamente deflagrados os trâmites judiciais necessários para assegurar seu retorno ao Brasil e garantir a execução das ordens legais que se somam contra ela.

Redação / Foto: reprodução