Trabalhadores da educação de Mato Grosso, Sintep-MT, ocuparam a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na última quarta-feira (15), em uma marcha que pressionou os Três Poderes por reformas trabalhistas, com foco no fim da escala 6×1 e na redução da jornada sem corte de salários.
A mobilização nacional da classe trabalhadora consolidou-se como um ato político de pressão direta sobre os Três Poderes. Com forte presença de entidades sindicais de todo o país, a marcha teve como eixo central a defesa de mudanças estruturais nas relações de trabalho, em resposta ao avanço da precarização e às demandas históricas da classe trabalhadora.
Entre as representações presentes, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) levou uma delegação composta por diretores, professores e funcionários da educação, que se somaram à articulação nacional coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

A diretora do Sintep-MT Guelda Andrade e Secretária de Assuntos Educacionais da CNTE , adotou um tom incisivo ao avaliar o cenário. “A classe trabalhadora está nas ruas porque não aceita mais jornadas exaustivas e salários corroídos. É preciso coragem política para enfrentar interesses econômicos e garantir condições dignas de trabalho. A educação sente diretamente esse impacto e não pode continuar sendo tratada como secundária”, afirmou.
Já o presidente licenciado da entidade, Henrique Lopes, destacou o caráter estratégico da mobilização. “Essa marcha é um marco de unidade nacional. Estamos pressionando para que o debate sobre a jornada de trabalho avance no Congresso. Não se trata apenas de uma pauta corporativa, mas de um projeto de país mais justo”, declarou.

Ao final do ato, a presidente da CNTE , Fátima Silva, acompanha o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o Ministro da educação e lideranças sindicais na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o encontro foi entregue uma carta com 68 reivindicações da classe trabalhadora para o período de 2026 a 2030.
A reunião contou ainda com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro José Guimarães e do ministro Guilherme Boulos.
A marcha evidencia a retomada da pressão popular organizada sobre o governo federal e o Legislativo, recolocando os direitos trabalhistas no centro da agenda política nacional.
Assessoria Sintep-MT
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