O Delegado Bruno França Ferreira foi exonerado do cargo de Delegado Titular da Delegacia de Polícia de Sorriso, pertencente à Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso. A decisão, assinada pelo Governador Mauro Mendes, foi publicada no Diário Oficial do Estado em 12 de março de 2026, com efeitos retroativos à data de 3 de março de 2026.
A exoneração decorre em contexto de alegações diversas contra o referido agente policial, que incluem, em síntese, suspeitas de abuso de autoridade, imputações de tortura e a divulgação de mensagens comprometedores supostamente oriundas de grupo de comunicação eletrônica (WhatsApp). Entre os fatos noticiados, destaca‑se episódio de novembro de 2022, relativo a ocorrência em condomínio de padrão elevado em Cuiabá, em que o Delegado teria ingressado em domicílio alheio e procedido à prisão da moradora sem a devida ordem judicial, circunstância que ensejou representações por invasão de domicílio e abuso de autoridade.
Em face da exoneração do cargo de chefia, assumiu interinamente a titularidade da Delegacia de Sorriso a Delegada Layssa Crisóstomo, que passa a responder pela direção funcional da unidade policial.
Ressalte‑se, contudo, que a permanência do Delegado Bruno França nas dependências da delegacia municipal permanece, segundo informação institucional, sendo a alteração atribuída exclusivamente a critérios de natureza administrativa. O exonerado declarou publicamente que a substituição na chefia teria ocorrido cerca de duas semanas antes da publicação oficial, sendo esta última mera formalização.
Em entrevista, o Delegado declarou, entre outros termos: “Há equívoco nas publicações que sugerem remoção ou desligamento da Polícia. Tratou‑se de substituição da chefia administrativa, realizada há aproximadamente 15 dias; creio que apenas agora houve a publicação.” Acrescentou que a alteração foi discutida com a cadeia de comando e realizada de forma pacífica, afirmando que continuará atuando em atividades voltadas ao enfrentamento ao crime organizado.
Controvérsias
A mudança na chefia deu‑se em momento de repercussão midiática de dois episódios relevantes envolvendo a Delegacia de Sorriso. O primeiro refere‑se ao vazamento de áudios e imagens (prints) provenientes de grupo de mensagens que, conforme noticiado, apontariam supostas condutas ilícitas de integrantes da unidade policial. À época, o Delegado manifestou‑se sustentando que o material divulgado teria sido editado e extraído de contexto com caráter jocoso, e que as publicações teriam finalidade difamatória e caluniosa, destinada a deslegitimar as atividades da Polícia Civil no combate ao crime organizado. Segundo sua versão, tal situação estaria esclarecida desde outubro e corresponderia a campanha difamatória.
O segundo fato de repercussão relaciona‑se à prisão do Investigador Manoel Batista da Silva, 52 anos, acusado de praticar crime sexual contra pessoa detida na delegacia durante plantão, ocorrência que gerou expressivo desgaste institucional. Em razão desse cenário, o Delegado alegou ter apresentado preferência por retornar às atividades de repressão ao crime organizado, decisão fruto de entendimento com sua chefia e anterior à presente exoneração.
Observa‑se que as informações acima decorrem de registros de imprensa e comunicações institucionais. Quaisquer atribuições de irregularidade ou responsabilidade penal e administrativa dependem de apuração formal pelos órgãos competentes e do devido processo legal.
Redação JA / Foto: reprodução
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