Produtores do estado enfrentam custo adicional de R$ 7 bilhões anuais para acessar cadeias produtivas globais, aponta estudo
Integrar a produção de Mato Grosso a cadeias produtivas globais custa R$ 7 bilhões ao ano a mais para os produtores no estado em comparação com outros estados do Sul e Sudeste. Esse valor pode ser reduzido com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que instalou uma sede na Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá.
Esse valor é estimado pelo estudo Custo Mato Grosso, elaborado pelo Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), que mostra um panorama da competitividade do estado e gargalos que os empresários enfrentam para produzir aqui. Para Vilmondes Tomain, presidente da Famato e vice-presidente do MMTC, a expectativa é de aproximação dos pequenos e médios produtores de oportunidades e novos mercados para exportar, além de missões comerciais.
“Com a Apex instalada dentro da Famato, o produtor mato-grossense passa a ter acesso direto a serviços que reduzem barreiras comerciais, qualifica processos de exportação e abre caminhos para novos mercados. Essa aproximação é estratégica e era algo muito aguardado pelo setor e deve impulsionar a competitividade da produção mato-grossense”, avalia o presidente, que atuou diretamente na articulação deste escritório local.
Integrar cadeias globais é um desafio
Na prática, o custo adicional que os produtores de MT enfrentam para integrar cadeias globais está relacionado a barreiras de importação de insumos, frete e altas tarifas portuárias, além da complexidade do ambiente regulatório para exportações. A presença física da ApexBrasil em Cuiabá encurta distâncias entre pequenos e médios produtores e os mercados internacionais, e pode reduzir gargalos que limitam a competitividade de Mato Grosso.
A diretora-executiva do Movimento, Vanessa Gasch, o Centro-Oeste é a única região do país que tem mais de um escritório da ApexBrasil e isso demonstra a importância de MT para o comércio internacional brasileiro.
“Este é um passo importante para o fortalecimento de Mato Grosso no comércio internacional, e abre portas para o crescimento não só do setor agropecuário, mas também da indústria e comércio mato-grossense, impulsionando as empresas locais. Para se ter ideia da importância do estado para a balança comercial brasileira, 42% das exportações do agronegócio nacional saíram de Mato Grosso”, destaca.
A nova sede da Apex começará a funcionar em janeiro de 2026. O lançamento foi realizado no último dia 24 de novembro, com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da Apex, Jorge Viana.
O MMTC é uma e uma associação civil sem fins lucrativos que tem como missão impulsionar o desenvolvimento socioeconômico sustentável de Mato Grosso através do fomento da competitividade estadual. O “Custo Mato Grosso” é um estudo que aponta um sobrecusto de R$ 38,5 bilhões por ano para empresários de MT em comparação com regiões como Sul e Sudeste.
Redaçõ JA com Assessoria de Imprensa/ Foto: divulgação
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