Mato Grosso deu um passo ousado e necessário ao ser o primeiro estado brasileiro a calcular sua própria versão do já consolidado Custo Brasil. O estudo Custo Mato Grosso, elaborado pelo Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), mostrou que não podemos ignorar os dados e que eles podem nos levar mais longe quando o assunto é desenvolvimento econômico.
Em números, o estudo mostra que produzir em nosso estado custa cerca de R$ 38,5 bilhões a mais do que em estados do Sul e Sudeste. Entre os principais fatores que impactam diretamente o Custo Mato Grosso estão a dificuldade para empregar capital humano, a baixa inserção nas cadeias globais, a carga tributária estadual e a infraestrutura logística.
O levantamento tem como base mais de 29 fontes de dados e cerca de 100 variáveis distintas, organizadas em 12 eixos estruturantes. Mas nada disso seria possível se não fosse a união de mais de 16 entidades que compõem o MMTC.
Ao reunir setor público, setor privado e sociedade civil em torno de uma agenda comum, o MMTC mostra que a competitividade não se constrói de forma isolada, mas por meio de articulação e visão de longo prazo. Esse diagnóstico dá ao estado algo que não existia.
Agora temos uma base sólida que mensura, de forma clara, os gargalos que travam nosso desenvolvimento. É um verdadeiro mapa que aponta o caminho da competitividade. Muitas das questões levantadas se arrastam há décadas e, mesmo com avanços, ainda comprometem o desenvolvimento regional.
Questões como infraestrutura, mão de obra e burocracia já eram conhecidas, mas agora ganham peso e dimensão concreta. Isso permite estabelecer prioridades, concentrar esforços e buscar soluções efetivas. Vale ressaltar que o objetivo deste estudo é servir como ferramenta para orientar o desenvolvimento, criar caminhos, estratégias e, principalmente, resultados positivos para o estado. Queremos soluções conjuntas e realistas para os problemas de Mato Grosso.
O Custo Mato Grosso não é um fim em si mesmo. Estamos diante de um guia estratégico para a formulação de políticas públicas mais eficazes, capazes de direcionar recursos e iniciativas para onde o impacto será maior. O próximo passo é transformar números em ação.
Competitividade não se constrói com discursos, mas com prioridades claras, planejamento de longo prazo e compromisso coletivo. Empresas mais competitivas significam mais empregos, mais renda, mais arrecadação e maior desenvolvimento socioeconômico para todos. O desafio não é apenas empresarial, mas de toda a sociedade.
Ou encaramos essa agenda de frente, ou seguiremos convivendo com entraves que custam caro demais para o futuro dos mato-grossenses.
*Silvio Rangel é economista, presidente do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC) e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt)
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