A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), afirmou durante entrevista concedida nesta quinta-feira (12), ser contra a aplicação da vacina contra a Covid-19 em crianças. A declaração foi feita enquanto ela comentava sobre a campanha de vacinação contra a gripe, promovida em shoppings da capital mato-grossense com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.
Ao defender a vacinação contra a influenza, Samantha alegou que a imunização contra a gripe possui histórico mais consolidado e foi “testada corretamente”. Em contrapartida, ela minimizou a importância da vacina contra a Covid-19 para o público infantil, alegando falta de efetividade. “É uma vacina que não compensa dar às crianças”, afirmou.
A vereadora argumentou ainda que alguns países teriam suspendido o uso do imunizante nesse grupo etário, o que, segundo ela, reforça a necessidade de os pais terem liberdade de escolha. “Se é uma coisa que não tem efetividade, a família deve decidir se vai ou não dar [a vacina] às crianças. O que não pode é punir ou tirar direitos de quem opta por não aplicar uma vacina criada há menos de cinco anos”, disse.
Em sua fala, Samantha também defendeu o projeto de lei apresentado pelo colega de partido, o vereador Rafael Ranalli (PL), que propõe retirar a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 para crianças. Ela classificou o assunto como “relativo” e se mostrou contrária à aplicação de regras generalizadas. “A vacinação é importante, as vacinas têm seu papel, mas especificamente a da Covid eu acho desnecessária”, declarou.
Apesar das afirmações da vereadora, o imunizante pediátrico contra a Covid-19 é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde janeiro de 2022 e segue as orientações de autoridades sanitárias brasileiras e internacionais. Em 2024, o Ministério da Saúde incluiu a vacina no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos.
Especialistas reforçam que a imunização infantil contra o coronavírus é segura, eficaz e baseada em evidências científicas que mostram que, depois dos idosos, crianças pequenas estão entre os grupos mais suscetíveis a complicações graves da doença.
Em relação à campanha da gripe promovida nos centros comerciais da cidade, Samantha comemorou a adesão da população. Segundo ela, a iniciativa tem sido uma alternativa acessível para famílias que não conseguem levar filhos e idosos às unidades de saúde durante a semana.
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