JORNAL ADVOGADO – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a aposentadoria compulsória do juiz Marcelo Souza de Barros, que está ligado ao chamado “Escândalo da Maçonaria”.
A decisão ocorreu em uma sessão virtual finalizada nesta semana, com os ministros acompanhando o voto do relator, Luís Roberto Barroso.
Marcelo foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2010, sob a acusação de desviar R$ 1,7 milhão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, utilizando verbas indenizatórias atrasadas que deveriam ser destinadas a uma cooperativa associada à Grande Oriente do Estado.
O esquema foi revelado em 2010, após uma auditoria interna realizada durante a gestão do desembargador Paulo Lessa e do então corregedor-geral da Justiça, Orlando Perri.
Entre 2022 e 2023, o STF reintegrou sete magistrados ao TJ-MT, mas decidiu manter a punição de Marcelo Barros e do desembargador José Ferreira Leite, considerados os principais responsáveis pelas irregularidades.
Em seu recurso, Marcelo argumentou que a decisão apresentava pontos obscuros, contraditórios e erros materiais.
No entanto, o relator Barroso rejeitou esses argumentos, afirmando que os outros magistrados reintegrados não estavam envolvidos nos desvios e que os embargos foram utilizados de maneira protelatória para tentar reverter uma decisão já consolidada.
“Os embargos de declaração não são apropriados quando utilizados para permitir o reexame de um caso já julgado”, enfatizou em seu voto.
Redação JA/ Foto: reprodução Google
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online