Vereadora Maysa invadi coletiva e pedi explicações do prefeito Abilio, “Eu gostaria de saber o que o senhor falou a respeito do meu nome fala na minha frente”

Vereadora Maysa invadi coletiva e pedi explicações do prefeito Abilio, "Eu gostaria de saber o que o senhor falou a respeito do meu nome fala na minha frente"

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) e o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), tiveram um desentendimento na manhã desta terça-feira (10) durante uma sessão na Câmara Municipal.

Tudo começou quando a vereadora se dirigiu à coletiva de imprensa do prefeito para questioná-lo sobre comentários feitos anteriormente. A discussão esquentou, resultando em ameaças de ação judicial e alegações de irregularidades. O diálogo acalorado durou cerca de 10 minutos, levando à interrupção da coletiva.

Momentos antes do confronto, Abilio falava sobre a possível criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria alegações de assédio sexual que resultaram na exoneração do ex-secretário de Trabalho, William Leite de Campos. Ele ressaltou que a comissão poderia expor desnecessariamente a suposta vítima, uma ex-servidora da Prefeitura.

Ele mencionou um caso controverso de uma jovem que reportou ter sofrido abusos sexuais por parte do pai, em uma audiência pública organizada por Maysa em agosto passado, um episódio que gerou desconforto para a vereadora. A jovem era acolhida pela ONG Lírios, que apoia mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. Perante a menção à ONG, Maysa interrompeu a coletiva para solicitar esclarecimentos ao prefeito. “Gostaria de saber o que o senhor disse sobre mim e minha assessora. Fale diretamente comigo”, afirmou.

Abilio, por sua vez, mencionou que a coordenadora de campanha de 2022 da vereadora é presidente da ONG e teria recebido R$ 4 milhões do Ministério da Agricultura e Pecuária, mencionado por Carlos Fávaro (PSD).

“Foi ou não foi sua assessora? Não foi a Lírios que trouxe a menina ao plenário?”, indagou o prefeito.

A troca de acusações continuou acerca do caso da jovem. “O ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] permite que uma menor de idade, mesmo com autorização de seu psicólogo e mãe, fale na tribuna? Pode me responder?”, questionou Abilio.

“Já terminou seu discurso?”, provocou Maysa.

Ela acusou o prefeito de insinuar irregularidades sobre a recepção de recursos federais e afirmou que tomaria medidas legais contra ele. “Sinta-se à vontade para processar. Qual é a dúvida?”, respondeu Abilio. Assessores da vereadora tentaram intervir para afastá-la da situação, mas ela insistiu: “Não, ele não pode continuar falando sobre mim. Isso é violência política de gênero”.

Em resposta, Abilio destacou: “Foi você quem interrompeu a entrevista que eu estava dando”.

“Você age de forma cínica. Não faça mais referências a mim. Se tiver conhecimento sobre alguma irregularidade, procure o Ministério Público”, afirmou Maysa.

“Não afirmei que houve crime”, replicou Abilio.

“Você afirmou, sim”, contra-atacou Maysa, mostrando desinteresse. “Finalizou seu discurso? Está tudo certo”, concluiu o prefeito.

Assista vídeo do bati boca :

 

Redação JA / Foto: reprodução

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