O mundo dos negócios está sendo redesenhado por novas ondas tecnológicas. Blockchain, inteligência artificial, machine learning, realidade virtual e ambientes conectados não só criaram setores inteiros, como fintechs, biotech e telehealth, como também estão transformando a forma como recrutamos e encontramos talentos.
Nos últimos anos, vimos tarefas repetitivas sendo substituídas por automação: bancos de dados, triagem de currículos e até entrevistas iniciais passaram para plataformas digitais. Hoje, já existem soluções que identificam candidatos em segundos, medem performance e fazem análises preditivas de comportamento.
Mas no meio dessa revolução, surge a pergunta: a tecnologia vai substituir o executive search e os recrutadores? A resposta é mais complexa do que um simples “sim” ou “não”. Se, por um lado, a tecnologia acelera, do outro, é o networking que ainda diferencia.
Plataformas como Indeed ou ZipRecruiter já dominaram o nível operacional. Agora, vemos soluções para altos executivos, como a NuRole, que conecta conselheiros a vagas estratégicas. Ferramentas de realidade virtual, como as usadas pelo Lloyd’s Banking Group, testam candidatos em simulações imersivas de tomada de decisão. Tudo isso é poderoso. Mas nenhuma tecnologia consegue fazer o que uma boa rede de relacionamentos faz: abrir portas que não estão visíveis.
Um algoritmo pode identificar um candidato com fit técnico impecável. Porém, só o networking revela quem realmente tem credibilidade no mercado, quem é lembrado e indicado por pares de confiança e quem já demonstrou liderança em situações de crise. É na rede de conexões reais que se encontram os talentos invisíveis, aqueles que não aparecem em currículos ou LinkedIn.
De um lado, temos a eficiência, IA faz triagens, gera relatórios e economiza tempo. Do outro, temos o insubstituível storytelling e venda de uma oportunidade, negociação e persuasão, julgar cultura, valores e ambição de um candidato, conectar pessoas certas com o timing certo. Esse é o espaço do networking estratégico. É onde consultores, empresários e líderes se diferenciam.
Mesmo com algoritmos mais inteligentes, a decisão final nunca será apenas sobre dados. Será sobre confiança. E confiança nasce de conexões humanas. Empresas podem usar tecnologia para ganhar velocidade, mas continuam precisando de pessoas que entendam gente. E, principalmente, de redes que amplificam oportunidades, encurtam caminhos e fortalecem reputações.
O futuro do recrutamento executivo não é “IA vs humano”. É “IA + humano”. A tecnologia organiza, filtra e acelera. O networking conecta, valida e transforma. Quem dominar essa combinação, usar máquinas para processar dados e pessoas para criar conexões reais, vai liderar o jogo da próxima década.
*Mário Quirino é especialista em Desenvolvimento Humano e Diretor Executivo do BNI Brasil em Mato Grosso.
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