A Prefeita de Várzea Grande, Sra. Flávia Moretti (PL), manifestou entendimento de que a apresentação da carta de renúncia pelo então Vice-Prefeito Tião da Zaelli (PL), entregue à Câmara Municipal em 31 de dezembro de 2025, revestiu-se de caráter previsível e não constituiu fato surpreendente para a administração municipal.
Conforme narrativa da Chefe do Executivo, o relacionamento institucional entre Prefeita e Vice-Prefeito foi marcado, ao longo do exercício de 2025, por reiterados confrontos e desentendimentos, cuja origem principal residiu em divergências quanto à condução da gestão pública. A Prefeita asseverou que o Vice-Prefeito manifestou, de forma persistente, orientação de atuação centrada em suas atribuições e interesses junto à Federação do Comércio (Fecomércio), circunstância que teria ocasionado o progressivo afastamento deste de suas funções no âmbito do Executivo municipal.
Relatou-se que, em fase de pré-campanha, houve acordo entre as partes no sentido de que a postulante à Chefia do Executivo municipal assumisse a condição de candidata a Prefeita e o atual renunciante de Vice-Prefeito, hipótese que, por sua natureza, já indicava a previsibilidade da presente resolução unilateral. Em suas palavras, a saída do Vice-Prefeito era “super planejada e esperada” por ela própria.
Pontuou a Prefeita que um dos fatores determinantes da ruptura decorreu da insuficiência de articulação política perante a Câmara Municipal. Segundo a titular do Poder Executivo, a gestão da Secretaria Municipal de Educação e do Departamento de Água e Esgoto (DAE) foi delegada ao grupo político do Vice-Prefeito com o propósito de assegurar governabilidade, acordo que, segundo alegação, não restou cumprido. Em razão da persistência das dificuldades de governabilidade, a Prefeita adotou medidas para retomar o exercício direto das respectivas atribuições administrativas.
A chefe do Executivo informou ainda que enfrentou impasses e derrotas no Legislativo durante o ano de 2025, o que prejudicou a tramitação de projetos e o cumprimento de metas administrativas. Nos últimos dois meses, procedeu-se à substituição da chefia do DAE — quando deixou o cargo o coronel Sandro Azambuja, indicado pelo Vice-Prefeito, sendo em seguida nomeado Rogerinho da Dakar (União Brasil) — e, na Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, foi designada Maria Fernanda Figueiredo em substituição a Igor Cunha, igualmente indicação do grupo de Tião.
A Prefeita declarou: “Entreguei a gestão da Educação e do DAE para que sua condução fosse por ele realizada em troca da governabilidade na Câmara, o que não se verificou em 2025. Tal acordo não foi cumprido, em parte, em razão de atuação do Presidente da Câmara, Sr. Wanderley Cerqueira, que teria dificultado a governabilidade.” Ademais, afirmou que controvérsias administrativas e a atuação de secretário por ele indicado culminaram na instauração de Comissão Processante da qual necessitou prestar esclarecimentos, o que também teria agravado o conflito institucional.
Por fim, a Prefeita registrou que depositou confiança na articulação política do Vice-Prefeito, sem, contudo, obter a contrapartida esperada no decorrer de 2025 e no início de 2026, circunstância que motivou as decisões ora descritas.
Caso deseje, adapto o texto para um teor ainda mais formal (ex.: para expediente oficial, nota à imprensa, relatório jurídico ou peça administrativa).
Redação JA / Foto: JA
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