Na sessão plenária desta terça-feira (2), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, abordou dois incidentes que causaram grande consternação. Visivelmente abalado, ele pediu às autoridades que agilizem as investigações, enfatizando que não há mais espaço para a omissão diante da violência.
O primeiro relato refere-se a uma servidora da própria Assembleia. Segundo o deputado, na saída de uma festa na madrugada de domingo (29) em Cuiabá, ela foi abordada por um policial militar. O homem, aparentemente alcoolizado e já expulso do evento por assediar outras mulheres, não aceitou a recusa da vítima e, ao descobrir que ela estava acompanhada do namorado, disparou uma arma. Embora o tiro não tenha atingido ninguém, o perigo foi real, podendo ter ferido qualquer pessoa ao redor.
Max Russi afirmou que a Assembleia irá formalmente solicitar ações à Polícia Militar, ressaltando que a questão vai além da proteção de uma servidora; trata-se de afirmar que nenhum tipo de agressão contra a mulher é aceitável. “Não se trata apenas de indignação. É uma resposta que deve ser dada. Uma mulher dizer ‘não’ nunca pode ser motivo para ameaças ou violência”, declarou.
A luta contra o assédio sexual e a violência de gênero é uma das bandeiras do deputado. Em 2020, ele instituiu a Lei nº 11.100/2020, que obriga estabelecimentos como bares e casas noturnas a implementar medidas de apoio para mulheres em situação de risco.
O segundo caso, proveniente de Paranatinga, envolve uma menina de apenas sete anos que foi vítima de abuso sexual durante uma visita à casa da avó. Apesar da gravidade da situação, segundo o parlamentar, a Polícia Civil ainda não tomou as medidas necessárias para responsabilizar o suspeito, gerando indignação na comunidade.
Diante disso, Max Russi anunciou que a Procuradoria da Assembleia será acionada para exigir explicações e ações tanto da Polícia Civil quanto do Judiciário. Ele enfatizou que a investigação deve avançar com a seriedade e a urgência que o caso demanda.
Ao concluir sua fala, Max reiterou que esses dois episódios não podem ser ignorados. A Assembleia acompanhará de perto o desenrolar das investigações e continuará cobrando justiça. Para ele, proteger mulheres e crianças é uma responsabilidade que transcende discursos, exigindo firmeza de todos os poderes.
Redação JA/ foto: reprodução da Secom ALMT
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