O casal de empresários, Geslaine de Sousa e Ivonei Fernandes, foi apontado como líder de um esquema criminoso envolvendo tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na região norte do Estado, alvo das investigações no âmbito da Operação Codinome Fantasma III, deflagrada na última terça-feira (24).
De acordo com as autoridades, ambos desempenhavam funções centrais no comando da organização criminosa. Geslaine foi presa no Estado do Espírito Santo devido ao cumprimento de um mandado de prisão em aberto, enquanto Ivonei foi alvo de mandado de busca e apreensão. Investigações preliminares revelaram que o casal era proprietário de uma empresa de transportes localizada em Várzea Grande, a qual era supostamente utilizada para movimentar recursos financeiros provenientes das atividades ilícitas.
Além dessa empresa, foram identificadas mais três empresas envolvidas no esquema: Neto Transportes, com sede em Várzea Grande; Santa Fé Turismo; F.D. Cesta Básica; e Nova Era Alimentos. Estas últimas duas eram empresas de fachada, estabelecidas exclusivamente para encobrir as operações financeiras do grupo criminoso. O delegado responsável pelo caso, José Getúlio Daniel, afirmou que os investigados configuram elementos-chave dentro da estrutura hierárquica da organização criminosa, sendo gestores tanto das operações relacionadas ao tráfico quanto das estratégias de lavagem de dinheiro.
Além de Geslaine, outras três pessoas foram alvos de mandados de prisão preventiva emitidos pela Justiça. O delegado destacou que Geslaine e Ivonei residiam em Cuiabá, mas mantinham a empresa em Várzea Grande como forma de dar aparência legítima aos recursos obtidos ilicitamente. Todos os bens vinculados ao casal foram sequestrados, incluindo imóveis, veículos, contas bancárias e o próprio patrimônio da empresa. As atividades comerciais relacionadas à organização também foram suspensas. As investigações apontaram que o esquema movimentou aproximadamente R$ 8 milhões, recurso proveniente majoritariamente do tráfico de drogas.
Ademais, constatou-se que alguns integrantes do grupo residiam em outros estados, como Espírito Santo e Goiás, estratégia que visava dificultar o trabalho dos órgãos investigativos. Durante a execução da operação policial, foram determinadas a suspensão de empresas atreladas ao esquema, o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de contas bancárias. Resultado das ações, bens como veículos e patrimônios empresariais utilizados para mascarar a origem ilegal dos valores foram devidamente apreendidos.
O delegado frisou que é inconcebível permitir que indivíduos obtenham benefícios a partir de recursos ilícitos oriundos do tráfico de drogas. Ele ainda informou que os bens apreendidos serão submetidos a avaliação judicial e poderão ser alienados por meio de leilão, com a arrecadação destinada a ações em benefício da sociedade. O inquérito policial permanece em trâmite, com prazo inicial de 30 dias para conclusão, podendo ser estendido conforme determinação legal.
VÍDEOS:
Redação JA / Foto: reprodução
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