O pintor C.S.A., 33, teve prisão revogada pela Justiça no último domingo (22), em Alto Araguaia (415 km ao sul de Cuiabá), após ser detido mesmo após pagar a pensão alimentícia dos filhos.
Ele havia sido preso na última sexta-feira (20), por conta de uma dívida alimentar de R$ 1.466,01. Contudo, a pensão já tinha sido quitada uma semana antes, no dia 13. Os comprovantes do pagamento foram juntados pela Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) e anexados ao processo. Com isso, o juiz do caso extinguiu o feito no dia 17.
Apesar disso, C.S.A. ficou detido por três dias na Cadeia Pública do município, mesmo após ter sido extinta a execução e expedido o contramandado, que revogou o mandado de prisão pendente. Na tarde do dia seguinte (21), o defensor público Carlos Eduardo Freitas de Souza ingressou com o pedido de liberdade do rapaz.
“Conforme se infere da leitura conjunta dos textos normativos transcritos, é admissível a prisão civil do devedor de alimentos quando este, citado em feito executivo, não efetue o pagamento de débito alimentar atual e tampouco justifique a impossibilidade de fazê-lo. Contudo, no caso em exame o paciente comprovou documentalmente o pagamento da dívida alimentar”, diz trecho do habeas corpus.
De acordo com os autos, o débito corresponde aos alimentos de fevereiro a abril deste ano. Ele foi intimado a pagar a dívida no dia 20 de maio, que foi quitada parcialmente no dia 23. O restante foi pago no dia 13 de junho.
Três dias depois, a própria mãe das crianças informou que o pai já tinha quitado a dívida integralmente via PIX, inclusive pagando a parcela de junho de forma antecipada – pelo acordo, a pensão deve ser paga até o dia 20 de cada mês. Logo na sequência, após ser notificada sobre a quitação total da dívida, a Justiça extinguiu o processo. Ainda assim, ele foi preso no dia 20.
O pintor afirmou que nunca tinha atrasado o pagamento da pensão alimentícia dos filhos (uma menina de 10 anos e um menino de 9), fixada por meio de um acordo judicial firmado com a ex-esposa em janeiro de 2020.
“Falei para os policiais que já estava pago, mostrei os comprovantes, mas mesmo assim fui preso. Foi a primeira vez que deixei atrasar, mas ela estava ciente que já estava tudo quitado”, revelou.
Ele conta que passou por diversos constrangimentos e só foi colocado em liberdade na manhã da última segunda-feira (23). “Quase perdi o emprego. Fiquei na cela junto com outros 3 presos. Quase não dormi, preocupado”, declarou.
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online