Desde 2020 o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) tem acompanhado o desmonte educacional do governo de Mauro Mendes, o que resultou numa redução de unidades escolares. Aproximadamente 132 escolas foram fechadas até o presente momento, entre estas estão unidades escolares tradicionais e históricas como a E.E. Nilo Póvoas, que funcionava em tempo integral, e que agora está abandonada.
O Secretário de Redes Municipais o Sintep-MT, Henrique Lopes, afirma que o atual governo está agindo em desfavor da educação de qualidade, ao fechar uma escola que funcionava em período integral, como a Nilo Póvoas.
“Escolas não se fecham. Escolas se abrem! E é inadmissível que a gente fale tanto da necessidade de se avançar numa educação de qualidade, numa formação plena do ser humano e nos depararmos com este movimento de fechamento de escolas. Esta seria uma oportunidade riquíssima do Governo avançar no plano de escolas de tempo integral, ao invés de fechá-las. Está sendo uma atitude totalmente equivocada e economicista”, frisou.

Enquanto o governador de Mato Grosso fecha escolas, a taxa de analfabetismo cresce drasticamente. Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, em Mato Grosso, 5,81% da população, com 15 anos ou mais, não sabe ler e escrever uma carta simples. Este índice é o maior da região Centro-Oeste.
Por outro lado, os mais prejudicados com fechamentos de escolas tem sido os estudantes, conforme explica a presidente da União Estadual dos Estudantes de Mato Grosso (UEEMT), Giovanna Bezerra.
“A educação pública deve ser pensada a partir das necessidades dos estudantes e não apenas de decisões administrativas. Fechar uma escola sem oferecer uma alternativa adequada compromete a continuidade do aprendizado e afeta diretamente a qualidade da educação. Então é essencial que o governo estadual tenha um plano sólido para garantir a adequação da infraestrutura, transporte adequado e acompanhamento pedagógico ao optar por fechar unidades escolares”, explicou.
Esta unidade foi fechada pela Seduc-MT sem consulta pública ou aviso prévio à comunidade escolar, à época. A Técnica-administrativa Educacional (TAE), Edna Bernardo da Silva, afirma que tal fechamento é desrespeito com o profissional além de trazer muitos impactos negativos para a educação.
“Aconteceu tudo muito rápido, em um final de ano, quando pensávamos na questão de matrículas do próximo ano letivo. E fomos apenas comunicados do fechamento, pela Seduc-MT, sem sequer sermos ouvidos. Então, todos tivemos que nos adaptar e buscar novos locais de trabalho, e os estudantes também passaram por transtornos. Muitos deles até desistiram de estudos, por dificuldades de deslocamento para outras escolas mais distantes de suas residências. Total desrespeito e descaso com toda a comunidade escolar do Nilo Póvoas”, destacou a profissional que atuou durante dois anos na escola, antes de seu fechamento.

Além da Eescola Nilo Póvoas, o Governo do Estado já anunciou a extinção de outras unidades escolares em Cuiabá, por meio de Decreto, como o Centro de Educação de Jovens e Adultos, Prof. Antônio Cesário de Figueiredo Neto, E.E. Prof. Newton Alfredo de Aguiar, E.E. Heróclito Leôncio Monteiro, E.E. Profª Vasti Pereira da Conceição. E os encerramentos se estendem por todo o território estadual.
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