Uma mulher de 42 anos e seu genro, um jovem de 26, foram hospitalizados com suspeita de intoxicação por metanol em Itanhangá, a 463 km de Cuiabá. A Secretaria de Saúde do Estado (SES) informou que ambos estão aguardando os resultados dos exames laboratoriais.
Segundo o secretário de Saúde local, Bruno Henrique, as vítimas consumiram whisky na tarde de domingo (2), adquirido em um supermercado da região. Eles começaram a passar mal na segunda-feira (3) e buscaram atendimento médico na terça-feira (4), apresentando sintomas como dor no peito, fraqueza e falta de ar. A mulher ainda teve perda parcial da visão.
Ambos foram internados e transferidos para o Hospital Regional de Sorriso. O estado do jovem é considerado estável, mas a mulher precisou ser entubada e recebeu o antídoto para intoxicação por metanol, enviado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Cuiabá.
O supermercado que vendeu a bebida afirmou que a adquiriu de uma distribuidora em Várzea Grande e apresentou a nota fiscal. A Polícia Militar, em parceria com a Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária, inspecionou o local e constatou discrepâncias nas garrafas da bebida em relação às datas de fabricação e validade. Outras garrafas foram apreendidas e enviadas para análise na Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica).
Até o momento, Mato Grosso registrou nove casos suspeitos de intoxicação por metanol, conforme a SES. O único caso confirmado até agora foi de um jovem de 24 anos que consumiu a bebida em Várzea Grande. Quatro casos estão em investigação e quatro já foram descartados. Várzea Grande é a cidade com o maior número de casos, totalizando três, enquanto Itanhangá teve dois registros. Outros municípios com casos incluem Cuiabá, Água Boa, Sorriso e Peixoto de Azevedo, cada um com um caso.
O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Mato Grosso (CIEVS-MT) recomenda que a população adote algumas precauções ao consumir bebidas alcoólicas, para evitar intoxicações. É aconselhável não ingerir bebidas de origem duvidosa ou que não possuam registro sanitário. Os consumidores devem também estar atentos a preços excessivamente baixos e a embalagens ou rótulos danificados. Além disso, é fundamental verificar o selo fiscal (IPI) e a integridade do lacre de destilados como whisky, vodka ou cachaça.
Por fim, o CIEVS orienta que, caso surjam sintomas como visão turva, flashes luminosos, cegueira súbita, dor de cabeça, tontura, náuseas e vômitos, é importante procurar uma unidade de saúde. Esses sintomas podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão.
Redação JA / Foto: reprodução
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