A maioria da população brasileira (95,4%) afirma estar ciente das mudanças climáticas, enquanto 3,5% não reconhecem o fenômeno.
Um por cento não sabe ou não quis responder, segundo pesquisa de opinião sobre percepção pública da ciência e tecnologia (C&T), divulgada nesta quarta-feira (15) em Brasília pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), supervisionado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Apesar da alta consciência sobre as mudanças climáticas, há divergências sobre suas causas. Para 78,2% dos entrevistados, a ação humana é a responsável, conforme apontam estudos científicos. No entanto, 19,6% acreditam que essas mudanças são naturais, sem intervenção humana.
A percepção da gravidade das mudanças climáticas também varia. Cerca de 60,5% dos entrevistados consideram o fenômeno um “grave perigo para as pessoas no Brasil”. Para 26,9%, os riscos são “médios”. Aproximadamente 12% dos entrevistados acham que as mudanças representam “um perigo pequeno” (8,2%) ou “não são um perigo” (3,6%).
Interesse pela ciência
Em 2023, o interesse por ciência e tecnologia permaneceu estável em relação às pesquisas anteriores, com 60,3% dos entrevistados manifestando interesse.
Este percentual é menor comparado a temas como medicina e saúde (77,9%), meio ambiente (76,2%), religião (70,5%) e economia (67,7%).
Ciência e tecnologia superam o interesse por esporte (54,3%), arte e cultura (53,8%) e política (32,6%). O interesse por política, embora minoritário, foi o único que cresceu nas duas últimas edições da pesquisa, passando de 23,2% em 2019 para 32,6% em 2023.
Apesar do interesse declarado por C&T, apenas 17,9% dos entrevistados disseram conhecer alguma instituição de pesquisa científica, e 9,6% lembraram o nome de algum cientista brasileiro importante.
A proporção de brasileiros que visitam espaços ou participam de atividades relacionadas ao conhecimento científico também é baixa. Menos de 20% (19,4%) disseram ter ido a uma biblioteca; 18,9% participaram de feira ou olimpíada da ciência; 13,4% visitaram museu de arte; 11,5% estiveram em museu de C&T; e 6,6% acompanharam a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
Amostra
A pesquisa foi realizada na última semana de novembro e na primeira semana de dezembro do ano passado, antes das tempestades e enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul. Foram entrevistadas 1.931 pessoas com 16 anos ou mais, representando diferentes estratos por gênero, idade, escolaridade, renda e local de moradia em todas as regiões do país.
Esta é a sexta edição da pesquisa de opinião sobre percepção pública de C&T no Brasil, com edições anteriores em 1987, 2006, 2010, 2015 e 2019. Não foram observadas mudanças significativas de interesse pelas temáticas abordadas entre as edições.
Fonte: TV jornal/ Foto: Guga Matos/JC
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