O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, será ouvido no dia 24 de outubro de 2024 como testemunha em um processo que investiga a suposta cobrança de uma propina de R$ 7 milhões para a concessão da rodovia MT-130. A informação foi confirmada pela juíza Célia Vidotti, da Vara de Ações Coletivas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
O processo apura irregularidades na concessão da MT-130, um importante corredor de escoamento de grãos no estado, que liga as cidades de Primavera do Leste e Rondonópolis e é administrado pela empresa Morro da Mesa.
Segundo a denúncia, Jurandir da Silva Vieira, proprietário de uma factoring, teria cobrado dívidas relacionadas à suposta organização criminosa envolvida na fraude da concessão da rodovia. Os pagamentos das propinas teriam sido realizados por meio de cheques, em grande parte, beneficiando Jurandir, totalizando R$ 2,27 milhões.
Em sua delação premiada, Silval Barbosa confessou ter recebido a propina de R$ 7 milhões do deputado estadual Ondanir Bortolini, conhecido como “Nininho”, em troca da concessão da rodovia. Os valores teriam sido pagos em 21 ou 22 cheques, cada um no valor de R$ 320 mil, emitidos pela empresa Trípolo, ligada a familiares do parlamentar.
Os depoimentos de Nininho e do empresário Eloi Brunetta, ambos colaboradores no processo, foram dispensados a pedido de Jurandir, que invocou o princípio constitucional da não autoincriminação. Este princípio garante que uma pessoa não seja obrigada a produzir provas contra si mesma, baseando-se no direito à presunção de inocência.
Redação JA/ Foto: reprodução
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