A esposa de Andreson de Oliveira Gonçalves, empresário atualmente em prisão preventiva por suspeitas de comercialização de sentenças judiciais, manifestou preocupação quanto à saúde de seu marido, afirmando que ele “corre risco de vida”. Aos 45 anos, Andreson retornou à Penitenciária Federal de Brasília em novembro de 2025, após cumprir quatro meses de prisão domiciliar devido a problemas de saúde. Um relatório pericial revelou na ocasião que o investigado se encontrava em estado crítico.
A advogada Mirian Ribeiro Rodrigues de Mello Gonçalves, de 50 anos, declarou: “Hoje [quarta-feira], ao visitá-lo, ele solicitou uma cadeira de rodas, pois não possui forças para caminhar. Seu estado é alarmante; ele está perdendo peso rapidamente e, devido à falta de alimentação e fisioterapia, não sente nada do joelho para baixo, apresentando perda de sensibilidade e musculatura.”
Em junho de 2025, um exame realizado pelo neurocirurgião Paulo Saide Franco, a pedido da família de Andreson, diagnosticou-o com “polineuropatia periférica sensitivo-motora”, uma condição que compromete tanto a sensibilidade quanto a força muscular.
Andreson, que é diabético e se submeteu a uma cirurgia bariátrica em 2020, foi novamente avaliado por um médico indicado pela família em maio de 2025, já em regime prisional. O laudo médico indicou a urgência de intervenções terapêuticas adequadas, incluindo fisioterapia e suporte nutricional parenteral intenso, com ênfase em calorias, proteínas e vitaminas.
O empresário enfrenta investigação da Polícia Federal, sob suspeita de atuar como intermediário na venda de decisões judiciais nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele ficou oito meses encarcerado no Presídio Federal de Brasília, seguido por quatro meses de prisão domiciliar. Em novembro de 2025, foi detido novamente, após os investigadores constatarem que ele havia continuado a atividade criminosa, particularmente em relação à lavagem de dinheiro.
O inquérito segue sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Cristiano Zanin.
A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), encarregada dos presídios federais, afirmou que “todas as pessoas sob custódia do Sistema Penitenciário Federal têm direito a assistência integral, conforme estabelecido na Lei de Execução Penal e nas normas pertinentes ao regime federal, incluindo cuidados médicos, farmacêuticos, psicológicos, de enfermagem, nutricionais e outros atendimentos de saúde que se façam necessários, conforme avaliação técnica da equipe multiprofissional da unidade.”
Além disso, a Senappen garantiu que “as determinações judiciais são rigorosamente seguidas, incluindo aquelas relacionadas ao acompanhamento de saúde, dietas especiais ou outros cuidados específicos, quando devidamente indicados e prescritos pelas equipes técnicas, com base em critérios médicos e protocolos assistenciais.”
Quando questionada sobre o atendimento ao detento e a disponibilização de fisioterapia e alimentação apropriada, a Senappen informou que, “em respeito ao sigilo médico e à legislação vigente, não fornece detalhes individualizados sobre a saúde, diagnósticos, frequência de atendimentos ou condutas terapêuticas específicas de indivíduos sob custódia.”
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