Eleições 2026 e o desafio da igualdade na disputa eleitoral

Eleições 2026 e o desafio da igualdade na disputa eleitoral

Às vésperas das eleições de 2026, o direito eleitoral ganha um capítulo decisivo com o volume recorde de recursos concentrados nas mãos de partidos e parlamentares, impulsionado pela antecipação de emendas e pelo fortalecimento dos fundos eleitorais. O modelo, embora formalmente amparado pela legislação, levanta alertas sobre o impacto direto na igualdade de condições entre candidatos, no equilíbrio da disputa e na própria legitimidade do processo eleitoral. A concentração bilionária de recursos públicos pode favorecer quem já ocupa cargos, dificultar a renovação política e tensionar os limites entre financiamento legal e eventual abuso de poder econômico. Até que ponto esse arranjo respeita os princípios constitucionais da isonomia e da moralidade eleitoral?

A pauta propõe ir além dos números e discutir os reflexos jurídicos desse cenário na fiscalização das campanhas, no papel da Justiça Eleitoral e na confiança do eleitor. Há instrumentos eficazes para controlar o uso desses recursos? O modelo atual compromete a paridade de armas nas eleições ou representa apenas uma escolha política legítima do Congresso? Para analisar essas questões Antonio Carlos de Freitas Jr., doutor em Direito Constitucional pela USP pode explicar os riscos, os limites legais e os possíveis desdobramentos desse recorde de recursos no processo democrático.

Por:  Antonio Carlos de Freitas Jr, Doutor em Direito Constitucional pela USP, Professor da Fundação Santo André, sócio do Freitas Junior Advocacia.

Fonte: Comunicação Jurídica / Foto: reprodução

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