O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT), Dr. Diogo Leite Sampaio, notificou a Prefeitura Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde, com vistas à obtenção de informações detalhadas acerca de relato segundo o qual uma médica teria oferecido para comercialização, no interior de Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o medicamento Mounjaro. O episódio veio a público em 23 de março, após manifestação da paciente Viviane Siqueira Santana, a qual interrompeu agenda pública do Chefe do Executivo Municipal, Sr. Abilio Brunini (PL), para expor os fatos.

Presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT), Dr. Diogo Leite Sampaio
Segundo a declarante, a suposta conduta teria ocorrido quando buscava atendimento por quadro de dor aguda, ocasião em que a profissional teria vinculado o sintoma à obesidade e ofertado o medicamento com finalidade de emagrecimento.
Em nota oficial, o CRM-MT esclareceu não haver, até o presente momento, registro de denúncia formal em seus canais institucionais, informando todavia que adotará providências de ofício para apuração de eventuais infrações ao Código de Ética Médica. Conforme trecho do comunicado, “diante da gravidade dos fatos narrados — ainda que baseados, até o momento, exclusivamente em relato unilateral — o CRM-MT informa que irá oficiar a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obter informações oficiais e detalhadas sobre o episódio, incluindo eventual identificação da profissional envolvida e a existência de procedimento administrativo instaurado”.
O Conselho ressaltou a necessidade de investigação criteriosa, pautada em elementos objetivos, assegurando o devido processo legal e o direito à ampla defesa, a fim de evitar conclusões precipitas.
Reação do Município
Em decorrência do relato, o Prefeito Abilio Brunini declarou que acompanhará a paciente à autoridade policial para registro de boletim de ocorrência e que, uma vez identificada a profissional, esta será imediatamente afastada das unidades de saúde municipais, para fins de preservação da apuração administrativa e da segurança dos usuários.
A denunciante afirmou não ser a única suposta vítima da conduta descrita, ressaltando que o comportamento da profissional seria reiterado em relação a outros pacientes, muitos dos quais, por desconhecimento, não teriam formalizado denúncia.
Nota do CRM-MT (síntese)
- O CRM-MT tomou conhecimento de relatos veiculados em 23 de março, em que paciente afirma ter sido abordada por médica da rede pública com oferta de medicamento durante atendimento em unidade de saúde.
- A denúncia, conforme divulgado, foi comunicada ao Prefeito Municipal, que anunciou diligências para apuração.
- O Conselho informa que oficiará a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde para obtenção de informações oficiais e eventual identificação da profissional e existência de procedimento administrativo.
- Não consta, até o momento, registro formal do fato nos canais institucionais do CRM-MT.
- Reitera-se a necessidade de apuração criteriosa, com observância do devido processo legal e do direito à ampla defesa, ocasião em que, caso se verifiquem indícios consistentes de infração ao Código de Ética Médica, serão adotadas as medidas disciplinares cabíveis.
ASSISTA VÍDEO DA DENÚNCIA:
Redação JA / Fotos : reprodução
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