A estiagem em Mato Grosso já começou e com ela os desafios de manter a produção agrícola no campo, mesmo diante da escassez de chuvas com o fim do verão. No período entre os meses de maio a novembro, a irrigação é a principal estratégia para atenuar os efeitos dos impactos severos climáticos no campo.
A Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) reforça a importância da irrigação como fator essencial não apenas para garantir a produção, mas também para viabilizar uma terceira safra e elevar em até 30% a produtividade da segunda safra em comparação com áreas de sequeiro.
O presidente da Aprofir, Hugo Garcia, pontua que o estado ocupa posição de destaque na produção nacional de grãos e possui condições privilegiadas para expandir o uso da irrigação sem necessidade de ampliar áreas cultivadas. “Mato Grosso tem um potencial irrigável superior a 2,5 milhões de hectares, mas utiliza menos de 10%.
Esses dados são referendados pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O presidente da Aprofir cita ainda informações da Organização das Nações Unidas (ONU) que mostram que aproximadamente 70% de toda a água potável disponível no planeta é destinada à irrigação.
Ao passo que o restante, 20% é utilizado pela indústria e 10% pelo uso doméstico. “É uma solução estratégica para garantir a segurança alimentar, impulsionar a economia e preservar o meio ambiente. A irrigação representa 40% da produção agrícola mundial. No Brasil, porém, corresponde a apenas 7% da área total cultivada”, observa.
Alerta climático e urgência no debate
As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam chuvas abaixo da média em várias regiões do estado no segundo semestre, acendendo o sinal de alerta. Com ondas de calor e decretos de emergência sendo emitidos, a urgência em retomar o debate sobre irrigação ganha ainda mais força.
Apesar de ser tratada como uma estratégia de longo prazo pelo governo federal, o setor produtivo cobra celeridade para superar entraves que dificultam a expansão da agricultura irrigada.
“É preciso diálogo e cooperação entre setor produtivo, poder público, órgãos de controle e comunidade científica. Entre as demandas urgentes estão o fortalecimento da rede elétrica, com redução de tarifas, agilidade na concessão de outorgas para uso da água e desburocratização dos processos”, elenca o presidente da Aprofir.
Garcia também chama atenção para o alto investimento inicial exigido pelos sistemas de irrigação, como o pivô-central, que pode custar entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por hectare. Por isso, defende a criação de linhas de crédito acessíveis e incentivos específicos para o setor.
Redação JA com informações da Dialum assessoria de imprensa/ Foto: divulgação
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