Advogado Bruno Castro presta esclarecimento dos fatos”jamais solicitei, intermediei ou realizei qualquer tratativa ilícita”
O advogado Bruno Oliveira Castro, apontado como alvo da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (8), negou qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas ao exercício de sua atividade profissional.
O advogado integra o grupo de oito investigados, em relação aos quais foram cumpridos mandados de busca e apreensão no âmbito da mencionada operação, que apura, em tese, suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e lavagem de dinheiro, com suposta vinculação ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ-MT).
Em nota encaminhada à imprensa, o causídico declarou que, diante da deflagração da operação e das publicações que teriam associado indevidamente seu nome à investigação, nega de forma categórica a prática de qualquer ato ilícito, especialmente no âmbito da advocacia.
Ressaltou, ainda, que antes mesmo do cumprimento das medidas judiciais, colocou-se à disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prestar esclarecimentos acerca de sua atuação.
Quanto aos contatos que lhe foram atribuídos, afirmou que se tratam de elementos descontextualizados, que não correspondem à realidade dos fatos, consignando que jamais solicitou, intermediou ou realizou tratativas ilícitas.
Por fim, declarou confiar na atuação das instituições competentes e no regular desenvolvimento das apurações, sustentando que a instrução, conduzida com imparcialidade, evidenciará que o exercício profissional sempre ocorreu nos limites da lei, da ética e das prerrogativas da função, concluindo que a apuração demonstrará a conformidade de sua conduta.
A ação da Polícia Federal constitui desdobramento da Operação Sisamnes. Segundo o relatório de investigação encaminhado ao CNJ, dados obtidos a partir dos aparelhos dos advogados Roberto Zampieri e Bruno Castro teriam revelado conversas em que se menciona tentativa de obter concessão de efeito suspensivo em recurso de apelação em tramitação no TJ-MT.
Redação JA / Foto: reprodução

