O dólar tinha uma queda ligeira frente ao real nas primeiras negociações desta segunda-feira (22), devolvendo alguns dos ganhos recentes, à medida que os investidores repercutem a decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na véspera de desistir de sua candidatura à reeleição.
Às 9h33, o dólar à vista caía 0,51%, a R$ 5,5761 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento recuava 0,32%, a R$ 5,600 na venda.
Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,6046 na venda, em alta de 0,28%.
Contexto Internacional
Nesta manhã, os mercados globais ainda digeriam o anúncio de Biden no domingo, quando disse em comunicado que não buscará um novo mandato na eleição de novembro, acrescentando nas redes sociais minutos depois que apoiará a vice-presidente, Kamala Harris, como candidata do Partido Democrata.
As apostas na vitória do candidato republicano, Donald Trump, vinham subindo nas últimas semanas, quando cresceram as dúvidas sobre a capacidade de Biden servir no cargo por mais quatro anos. A tentativa de assassinato de Trump em 13 de julho também levou analistas a creditar maior favoritismo ao ex-presidente no pleito.
A perspectiva de um novo mandato de Trump na Presidência dos EUA havia afetado o apetite por risco em mercados emergentes. Temores de uma política comercial restritiva e uma política externa isolacionista geraram pressão em uma série de moedas, incluindo o real, à medida que se elevava os rendimentos dos Treasuries.
O rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 2 pontos-base nesta segunda-feira, a 4,217%.
Nesta sessão, na esteira do anúncio de Biden, as moedas emergentes retomavam os ganhos frente ao dólar, com a divisa norte-americana apresentando quedas ligeiras contra o peso mexicano e o rand sul-africano.
“A desistência de Biden é uma ótima notícia para os mercados, já que a volta dos doadores do Partido Democrata faz com que a vitória de Trump seja mais incerta. Com o ‘Trump trade’ sendo desfeito hoje, o dólar e as Treasuries estão cedendo”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.
No cenário nacional
O mercado aguarda nesta segunda-feira a divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, às 15h30, onde o governo vai detalhar o contigenciamento de 15 bilhões de reais no Orçamento anunciado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na semana passada.
Na semana passada, os investidores voltaram a acirrar suas preocupações com o ajuste das contas públicas brasileiras, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou o cumprimento do arcabouço fiscal caso haja “coisas mais importantes para fazer”, levando a divisa norte-americana a superar novamente R$ 5,60.
Falas apaziguadoras de membros do governo e o anúncio de Haddad pouco fizeram para aliviar os temores dos investidores. Na sexta-feira, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,6046 na venda, em alta de 0,28%.
Analistas consultados pelo Banco Central voltaram a subir a expectativa para a alta do IPCA ao fim deste ano, superando novamente 4%, assim como também elevaram a perspectiva para o dólar neste ano e no próximo, de acordo a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira
O levantamento mostrou que a expectativa para o IPCA no término deste ano subiu para 4,05%, de 4,00% na semana anterior.
A pesquisa semanal mostrou ainda que a taxa de câmbio agora é vista em R$ 5,30 ao fim de 2024, ante R$ 5,22 na semana anterior. No próximo ano, a projeção para o valor do dólar passou a R$ 5,23, de R$ 5,20 anteriormente.
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