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Projeto itinerante percorre Mato Grosso com arte e tecnologia para estimular estudantes a pensar o futuro do agro

Projeto itinerante percorre Mato Grosso com arte e tecnologia para estimular estudantes a pensar o futuro do agro

A partir de 14 de setembro de 2026, a fotografia, as artes visuais, os jogos e a criação coletiva vão conduzir uma jornada cultural e educativa sobre o futuro da agricultura em Tangará da Serra, Água Boa e Cuiabá, em Mato Grosso. O AgroFuturo Cultural nas Escolas percorrerá as três cidades e deve envolver 1.080 estudantes do ensino médio da rede pública, cerca de 360 alunos por município.

Realizado pelo Ministério da Cultura e pela Educação e Cultura Produções LTDA, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Case IH, o projeto utiliza diferentes linguagens artísticas como ponto de partida para explorar temas como cadeia produtiva, uso da água, clima, energia, agricultura de precisão e sustentabilidade. Em cada cidade, os jovens participarão de sete oficinas encadeadas, nas quais serão convidados a observar, registrar, interpretar e criar a partir das relações entre o agro, o território e a vida cotidiana.

“O agro ocupa uma posição central no desenvolvimento do país e, ao mesmo tempo, precisa ser constantemente pensado à luz da inovação e da sustentabilidade. A arte cria um caminho potente para que os jovens observem esse universo, formulem perguntas e expressem novas possibilidades. Ao apoiar o AgroFuturo, queremos contribuir para que estudantes de Mato Grosso reconheçam a importância do setor e participem, com criatividade e responsabilidade, da construção das respostas que o futuro exige”, afirma Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da Case IH para América Latina.

Arte como caminho para compreender o campo

Cada cidade receberá uma semana de atividades. Em vez de apresentar o agro apenas por conceitos técnicos, a programação propõe que os estudantes se aproximem dos temas por meio da experimentação, da imagem, do jogo e da criação em grupo. As oficinas foram organizadas como uma sequência, de modo que as descobertas de uma etapa ajudem a alimentar as reflexões e produções da seguinte.

Na oficina Água – Fonte de Vida e Produção, a fotografia será utilizada para observar a presença da água na produção agrícola e os processos de pulverização de precisão. Já em Cidadania e Sustentabilidade, as artes plásticas darão forma a um painel coletivo de uma fazenda-modelo, relacionando território, produção, cidadania e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Jogos, simulações e dinâmicas criativas também serão utilizados para abordar o caminho dos alimentos até a mesa, o uso de drones e sensores no campo, os biocombustíveis, a matriz energética e os impactos dos períodos de seca e chuva. Ao combinar arte, ciência e tecnologia, a jornada permite que os estudantes construam leituras próprias sobre temas presentes em seu cotidiano e encontrem diferentes maneiras de compartilhar o que perceberam e aprenderam.

“A cultura é o caminho pelo qual os estudantes acessam e elaboram os temas do projeto. Ao fotografar, jogar, criar imagens e construir narrativas coletivas, eles não apenas recebem informações sobre o agro, mas produzem seus próprios pontos de vista sobre o território e sobre o futuro. Esse exercício artístico torna questões complexas mais próximas e abre espaço para a imaginação, a expressão e a criação de novas respostas”, explica Raíza Araújo, coordenadora do projeto pela Educação e Cultura Produções. 

A última oficina de cada semana será o Desafio AgroFuturo, atividade inspirada no formato de um hackathon. Reunidos em grupos, os estudantes serão convidados a retomar as experiências vividas nas oficinas e transformá-las em ideias, narrativas e propostas relacionadas ao futuro do campo.

As criações poderão ser apresentadas por meio de pitches, manifestos, painéis e outras produções visuais. O desafio pretende estimular a colaboração, a criatividade, a comunicação e a capacidade de observar uma mesma questão por diferentes perspectivas.

Feira reúne produções e amplia o acesso do público

Depois de passar por escolas das três cidades, o circuito seguirá para uma Feira de Tecnologia, Arte e Cultura no Shopping Pantanal, em Cuiabá. Gratuito e aberto ao público, o evento reunirá produções dos estudantes, experiências de Realidade Aumentada e Virtual e manifestações da cultura regional, aproximando escolas, famílias e comunidades dos processos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.

Parte das produções também integrará uma exposição com duração de 30 dias. O projeto contará ainda com a galeria virtual AgroFuturo Digital, que reunirá registros e trabalhos produzidos nas três cidades. Toda a programação será gratuita e terá recursos de acessibilidade, como Libras, audiodescrição, materiais táteis, monitores, peças em altura acessível e conteúdos digitais compatíveis com leitores de tela.

CRONOGRAMA

14 a 19/06 – Tangará da Serra | Escola Estadual 13 De Maio

19 a 23/10 – Água Boa | Escola Estadual Militar Tiradentes

26 a 30/10 – Cuiabá | Escola Estadual Professora Dione Augusta Silva Souza

 

SERVIÇO

AgroFuturo Cultural nas Escolas

Cidades: Tangará da Serra, Água Boa e Cuiabá, em Mato Grosso
Período geral do projeto: 14 de setembro a 25 de novembro de 2026
Circuito nas escolas: 14 de setembro a 23 de outubro de 2026
Público das oficinas: estudantes do ensino médio da rede pública
Participação: gratuita
Feira de Tecnologia, Arte e Cultura: Shopping Pantanal, em Cuiabá
Data da Feira: 31 de outubro de 2026

 

Redação JA / Foto: divulgação assessoria