O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quarta-feira (11) sua proposta de investimento de R$ 25 milhões para a aquisição do prédio da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, atualmente sob a custódia do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região devido a passivos trabalhistas acumulados por gestões anteriores. Esta iniciativa visa garantir a continuidade do Hospital Estadual Santa Casa, preservar a assistência especializada e solucionar de forma definitiva um dos mais importantes pilares da rede de saúde da capital.
O governador Mauro Mendes destacou a importância estratégica dessa proposta, enfatizando que o objetivo é assegurar que os atendimentos não sejam interrompidos. Ele lembrou que em 2019 a instituição ficou fechada por cerca de dois meses, o que levou o Estado a intervir para reestabelecer os serviços, decisão que se revelou fundamental durante a pandemia, quando foi necessário ampliar rapidamente a capacidade hospitalar. Para o governador, manter a operação da Santa Casa é crucial para evitar que pacientes fiquem desassistidos e para prevenir a sobrecarga em outras unidades de saúde.
O plano apresentado inclui uma reorganização gradual da rede de atendimento. Parte das demandas será transferida para o Hospital Central de Alta Complexidade, enquanto especialidades essenciais, como oncologia e nefrologia, continuarão a ser oferecidas na Santa Casa. Serviços como home care, cuidados paliativos e exames de imagem serão redistribuídos conforme critérios assistenciais estabelecidos pela Secretaria de Estado de Saúde, priorizando a eficiência e o alcance regional.
O secretário Gilberto Figueiredo afirmou que essa proposta representa uma alternativa sustentável após anos de incertezas jurídicas, buscando equilibrar a responsabilidade fiscal com a manutenção de tratamentos imprescindíveis. O intuito é estabilizar operações, oferecer previsibilidade nos contratos e fortalecer o planejamento a longo prazo da rede estadual de saúde.
O processo de aquisição seguirá os trâmites institucionais. O Tribunal Regional do Trabalho consultará a União para avaliar um eventual interesse federal, e, na ausência de manifestação, o Estado terá a prioridade na aquisição. O governo espera que essa definição ocorra em um ambiente colaborativo, garantindo a preservação dos empregos, dos serviços prestados e da tradição histórica da unidade hospitalar.
O anúncio contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta, parlamentares estaduais, membros do Ministério Público e representantes da gestão municipal, incluindo o prefeito Abilio Brunini.

A participação dessas autoridades foi vista como um sinal de convergência política em torno da necessidade de garantir estabilidade nos serviços de saúde de média e alta complexidade, um tema prioritário para milhares de pacientes que dependem diariamente da assistência hospitalar.
Foto: JA
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