Falar de Poconé é, inevitavelmente, falar de ouro. Não apenas como um capítulo distante da história, mas como um elemento que ajudou a moldar o município desde a sua origem e que ainda hoje influencia sua economia, sua cultura e a vida das pessoas. O ouro não ficou no passado: ele atravessa gerações e segue presente na dinâmica do território.
Neste mês em que Poconé completa 245 anos de emancipação, a data convida a uma reflexão mais profunda sobre o caminho percorrido desde o século XVIII. Mais do que um marco administrativo, esse aniversário representa a consolidação de um município cuja existência está diretamente ligada à mineração de ouro, atividade que viabilizou a ocupação do território e permitiu a formação de uma comunidade estável em uma região estratégica de Mato Grosso.
Desde as primeiras descobertas auríferas, ainda no período colonial, o ouro teve papel decisivo na fixação da população e na organização do espaço urbano. Foi a partir dele que surgiram caminhos, se estruturaram atividades econômicas e Poconé se consolidou como núcleo urbano permanente. Essa trajetória faz parte da identidade do município e não pode ser tratada como um ciclo econômico passageiro ou descartável.
Como todo território minerador, Poconé viveu diferentes fases ao longo do tempo. Houve períodos de maior intensidade, momentos de retração e fases de adaptação a novos contextos econômicos e regulatórios. Paralelamente, o município diversificou sua base produtiva, especialmente com a pecuária, mas sem romper o vínculo histórico com o ouro, que continuou sendo um dos pilares da economia local.
Atualmente, a mineração de ouro segue tendo papel relevante em Poconé. A atividade gera empregos, movimenta cadeias produtivas, contribui para a arrecadação pública e ajuda a financiar políticas e serviços essenciais. Ignorar esse impacto é ignorar uma parte importante da realidade do município.
Desde 2005, faço parte dessa história. Em Poconé, criei raízes e acompanhei de perto como a mineração pode contribuir para o desenvolvimento local quando existe compromisso com o território. Por meio das nossas mineradoras, temos orgulho de gerar empregos, distribuir renda e colaborar com a melhoria da qualidade de vida da população, inclusive por meio de ações sociais.
Ainda assim, o debate sobre o ouro em Poconé muitas vezes é marcado por visões simplificadas e desatualizadas. Parte das críticas se apoia em percepções do passado, sem considerar as transformações ocorridas ao longo do tempo. Reconhecer a importância da mineração não significa ignorar desafios ambientais ou sociais, mas entender que desenvolvimento e responsabilidade precisam caminhar juntos, com diálogo, transparência e evolução constante.
Poconé não pode ser compreendida sem o ouro. Ele está na origem da cidade, influenciou sua estrutura econômica e segue fazendo parte do seu presente. Ao completar 245 anos, o município tem a oportunidade de olhar para sua própria história com mais equilíbrio, sem apagamentos ou dogmas, e com visão de futuro.
Para quem construiu sua trajetória pessoal e profissional em Poconé, essa relação vai além da atividade econômica. É uma relação de pertencimento. A minha história, a história da Fomentas e a história do município caminham juntas, moldadas pelo mesmo território, pelas mesmas pessoas e pelo mesmo ouro que ajudou a erguer a cidade. Mais do que um ativo econômico, Poconé representa aprendizado, oportunidade e gratidão.
*Valdinei de Souza é CEO do Grupo Fomentas Mining Company
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