O governador Mauro Mendes (União) manifestou apoio ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e à Operação Contenção, que resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais, na capital fluminense. Mendes descreveu o ocorrido como “lamentável”, mas destacou que serve como um alerta para o Governo Federal sobre o crescimento das facções criminosas em todo o Brasil.
Além disso, o governador criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública enviada pelo Governo Federal ao Congresso, afirmando que o texto atual “não resolve nada”.
“É lamentável que um episódio tão trágico seja necessário para que o Brasil reconheça o grave problema do aumento das facções criminosas. O Rio de Janeiro é um caso extremo, mas precisamos entender que essas facções estão se espalhando pelo país, criando uma verdadeira epidemia”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Bandeirantes Manhã.
Mendes expressou preocupação com a reação do Governo Federal em relação à operação e comentou que o Governo Lula tem dado “sinais confusos” no que diz respeito ao combate ao crime organizado.
“Após o incidente no Rio, percebemos um risco de retaliação — talvez por parte do Governo Federal — devido aos sinais ambíguos que ele tem dado. A PEC de Segurança que foi enviada é uma grande janela de oportunidade”, afirmou o governador, anunciando que deverá se reunir com governadores de direita nesta semana.
“Na sua forma atual, a PEC não significa nada. Não precisamos de uma PEC para afirmar que vamos integrar as forças de segurança. Precisamos de medidas mais eficazes e rigorosas para encerrar a atuação dessas facções”, acrescentou.
Mendes também chamou a atenção para o que considera uma comoção seletiva por parte de autoridades e instituições, citando estatísticas de violência no Brasil para justificar a operação.
“Diariamente, cerca de 120 a 140 pessoas são assassinadas no Brasil, e as facções criminosas são responsáveis por 70% a 80% desses homicídios. Isso significa que, a cada dia, cerca de 100 pessoas são mortas no país. Alguém foi chamado para depor? Estão fazendo alarde? As ONGs se mobilizam frente a essas mortes diárias? Não”, questionou.
“O governador Cláudio Castro teve coragem ao enfrentar os bandidos. Eles reagiram, e a polícia estava bem preparada para a situação. É importante lembrar que, diariamente, essas facções matam em média 100 pessoas no Brasil, e até agora não vi ninguém tomando uma atitude efetiva”, concluiu.
Assista entrevista:
Redação JA / Foto: reprodução
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