O governador interino de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), expressou suas críticas à proposta do governo federal que visa tributar investimentos atualmente isentos de Imposto de Renda, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Anunciada no dia 8, a medida gerou descontentamento entre investidores, legisladores e líderes do setor produtivo.
Em uma entrevista realizada nesta segunda-feira (16), Pivetta enfatizou que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está focada em aumentar a arrecadação, ignorando o que ele considera o verdadeiro desafio: o alto custo da máquina pública.
“Desde o início, o governo federal tem priorizado a elevação da receita. Em Mato Grosso, desde 2019, decidimos seguir um caminho diferente. Junto com o governador Mauro Mendes, temos priorizado a redução de despesas. Essa é a maneira mais eficiente de equilibrar as contas, mesmo que isso exija coragem política”, afirmou.
A proposta do governo federal sugere a imposição de uma alíquota de 5% de IR sobre os rendimentos desses investimentos como forma de compensar a revogação do aumento do IOF, que foi amplamente contestado por vários setores.
Pivetta, porém, acredita que essa medida apenas sobrecarrega ainda mais o cidadão comum e desestimula aqueles que contribuem para a economia.
“O contribuinte já enfrenta um peso excessivo. É injusto continuar penalizando quem investe, trabalha e produz. Essa conta não pode ser repassada indefinidamente à população”, disse.
A proposta ainda será discutida no Congresso Nacional e enfrenta resistência tanto no mercado financeiro quanto entre representantes do agronegócio e da construção civil, que seriam diretamente impactados pela possível taxação.
Redação JA/ Foto: reprodução
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