A disputa pela presidência da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF) ganhou novos desdobramentos neste sábado (3) após a chapa “Federação Para Todos”, liderada pelo empresário João Dorileo Leal, anunciar oficialmente sua retirada do processo eleitoral. A decisão ocorre em meio à judicialização do pleito e à tentativa da atual gestão da FMF de manter a realização da votação, mesmo após determinação da Justiça suspendendo a eleição.
A retirada foi confirmada pelo advogado da chapa, Eduardo Costa e Silva, ainda na entrada da sede da federação, em Cuiabá, onde a eleição estava agendada para ocorrer às 9h. Segundo ele, a comissão eleitoral que conduzia o processo — o Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA) — foi destituída por ato interno da entidade, e uma nova comissão foi instituída de forma unilateral pela diretoria da FMF.
“Eles estão tentando realizar uma nova eleição. Destituíram a comissão instalada, instituíram uma nova comissão em assembleia interna aqui. Nós não reconhecemos essa eleição. O processo se encontra judicializado, com ordem judicial que eles estão tentando por ato administrativo sobrepor. Nós queremos uma nova eleição”, afirmou o advogado.
Por volta das 8h50, minutos antes do início da votação, uma oficial de justiça compareceu à sede da FMF para cumprir a liminar expedida na noite de sexta-feira (2) pela juíza Glenda Moreira Borges, que suspendeu a eleição. A decisão atendeu a pedidos da própria chapa de Dorileo Leal e da Associação Camponovense Celeiro de Futebol (ACCF), que apontaram diversas irregularidades no processo, como a tentativa de recondução do atual presidente Aron Dresch para um terceiro mandato consecutivo, o que violaria o estatuto da federação.
Além disso, a “Federação Para Todos” contestou a exclusão do clube Campo Novo do Parecis — apoiador da chapa — do colégio eleitoral por decisão judicial às vésperas da eleição, enquanto o clube Juara, supostamente irregular, teria sido incluído na votação, favorecendo a chapa da situação.
Apesar da liminar, a diretoria da FMF tenta seguir com a eleição, sob argumento de dificuldades logísticas para remarcação do pleito, o que motivou ainda mais críticas da oposição. “Não tem validade nenhuma o que está sendo feito hoje. Já ingressamos com várias medidas. O descumprimento de uma ordem judicial é muito sério. Ordem judicial se cumpre”, enfatizou o advogado da chapa.
Diante da tentativa de prosseguir com a votação, Dorileo Leal e os clubes que o apoiam decidiram se retirar do processo e afirmaram que não reconhecerão o resultado da eleição, caso ela seja realizada.
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