O vice-prefeito e secretário de Obras de Cuiabá, José Roberto Stopa, declarou à Polícia Civil que desconhecia que a área destinada ao descarte de resíduos das obras do Mercado do Porto é uma zona de preservação permanente.
Stopa foi detido em flagrante na manhã de quinta-feira (26) após denúncias sobre o descarte irregular de materiais nos fundos do mercado. O ato de descarte inadequado de resíduos é classificado como crime ambiental, com pena que varia de um a cinco anos de prisão.

Momento da abordagem da Policia Civil e DEMA no local do despejo dos resíduos – Foto: reprodução
Após a audiência de custódia, ele foi liberado no início da tarde. Durante sua oitiva com o delegado Pablo Bonifácio Carneiro, da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema), Stopa foi autuado por poluição que pode causar danos à saúde humana, morte de animais ou destruição significativa da flora.
Em seu depoimento, ele afirmou: “Não, em absoluto [sabia que a área era de preservação permanente]. Como lá estão trabalhando mais de 100 pessoas, com três secretarias envolvidas, minha média de visita ao local é de duas vezes por semana. Quando vou à obra, nem sempre inspeciono a parte de trás.” O vice-prefeito também não tinha certeza se a prefeitura possuía a licença ambiental necessária para o descarte de resíduos.
“Nossa orientação é sempre garantir que todas as licenças estejam em ordem. Nunca solicitamos nada irregular. Contudo, não posso afirmar agora [se a licença existe]. Precisamos verificar todos os licenciamentos posteriormente. O que sei é que essa área é concessionada à Prefeitura”, comentou.
A prisão ocorreu após uma equipe da Dema investigar uma denúncia sobre o descarte irregular de resíduos de reforma em uma área verde adjacente ao Mercado do Porto. No local, os policiais encontraram um caminhão descarregando entulhos. O motorista informou que estava prestando serviço para a Secretaria de Obras do Município.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Poitec), em conjunto com a Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil, confirmou que o descarte estava ocorrendo sem as licenças ambientais necessárias.
Os investigadores constataram que o secretário municipal acompanhava frequentemente o andamento da obra, indicando conhecimento das irregularidades ambientais. O motorista, por sua vez, apenas cumpria funções operacionais, sem autoridade decisória.
Diante da situação, o caminhão foi apreendido e o gestor levado à Dema para esclarecimentos. Após ser ouvido, ele foi autuado em flagrante. Segundo a Polícia Civil, como o crime cometido tem pena superior a quatro anos, não foi concedida fiança, conforme o Artigo 322 do Código de Processo Penal.
Redação JA/ Foto: reprodução
-
Clique abaixo e veja também
Proteção Anti DDOS. Para seu website
Servidor dedicado no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Servidor VPS no Brasil. Personalizado conforme você precise.
Hospedagem compartilhada para seus projetos online
Hospedagem Claud para seus projetos online